terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Tao Long no primeiro Guadalupeças de 2017



Domingo rolou o primeiro Guadalupeças de 2017 e começamos o ano muito bem recebendo o Pedro Latro, game designer do fenômeno Tao Long. O jogo da Octo Ludustudio está em FC lá fora pela ThunderGryph Gamestendo batido a meta em questão de poucas horas, abrindo muito bem o ano para o game design nacional. Muito bacana ver essa presença cada vez maior de brasileiros fazendo bonito no mercado internacional. A aquisição do jogo aqui no Brasil está rolando em sistema de pré-venda no site da editora, mas também soma com a arrecadação do Kickstarter para liberação de metas estendidas. A campanha vai até 3 de fevereiro e o jogo tem previsão de entrega para agosto. A versão básica está saindo por R$90, a de luxo por R$150 e a colecionador por R$350.

Pedro Latro, game designer do Tao Long, explicando o jogo.

O Tao Long é um jogo para dois jogadores no qual cada lado assume o controle de um dragão em uma disputa para mostrar quem é o mais forte. Cada dragão é formado por quatro peças, ao tomar uma determinada quantidade de dano uma delas é perdida. Quando a terceira peça for retirada, aquele dragão foi derrotado, pois restou apenas a cabeça. As ações do jogo são determinadas através do sistema de mancala, isso foi o que mais me chamou atenção no meu primeiro contato, pois é algo que eu gosto muito pelo alto grau de estratégia e variabilidade que proporciona. 

O estilo de arte oriental com aparência antiga ficou bem bonito.

São 4 ações distintas com 2 variações cada, o que dá um total de 8 opções disponíveis. A movimentação é o fundamento básico do jogo. Dependendo do posicionamento do seu dragão, vai ser possível fazer ou não determinado movimento. Quando um dragão fica de frente com qualquer parte do corpo do oponente, ele pode realizar uma mordida. Outra forma de infringir dano é através de uma ação específica, ela que permite um ataque à distância com fogo ou água, dependendo da variação utilizada. Mas, para isso, é necessário antes de ter acumulado o poder a ser utilizado. Usando a variação da água, também é possível se curar, pois a vida do dragão é medida por esse elemento. 

A parte que eu mais gostei no Tao Long.

O Tao Long aparece classificado como abstrato, porém eu achei que o tema está muito bem integrado com suas mecânicas. Ele se baseia em conceitos do Taoismo, sistema filosófico-religioso de origem chinesa. Apesar de gostar muito de cultural oriental, não possuo conhecimento sobre o assunto, mas gostei bastante da forma como o Pedro explicou na apresentação do jogo. Achei muito bom que ele não se preocupou apenas em explicar as regras em si, mas mostrou como elas se vinculam ao tema, qual a motivação para ser daquela forma. 

Galera jogando.

O Pedro não é do RJ e teve alguns problemas para chegar no evento, por isso ele acabou chegando um pouco tarde. Apesar de ser um jogo rápido, devido ao avançado da hora, acabei não jogando uma partida inteira, apenas alguns turnos para sentir o funcionamento. Eu já sabia por alto como era o jogo porque já tinha assistido alguns vídeos sobre ele. Mas, o pouco que joguei, foi o suficiente para me fazer querer adquiri-lo. Na minha opinião, ele já é um dos melhores nacionais do ano. Espero muito conseguir pegar o protótipo para poder jogar mais e fazer um post mais completo e inteiramente dedicado ao jogo.

Joguei pouco, mas foi o suficiente para me conquistar.

Desde já agradeço ao Pedro por ter se disponibilizado de vir ao nosso evento, foi um prazer conhecê-lo e ao seu jogo. Espero que, apesar das dificuldades, tenha sido proveitoso estar com a gente. Deixo registrado aqui mais uma vez os meus cumprimentos pelo trabalho incrível e desejo que o sucesso do Tao Long cresça cada vez mais. Tenho certeza que não apenas eu fui conquistada pelo jogo, a galera demonstrou bastante interesse e as mesas ficaram bem cheias.


O Tao Long foi o último jogo que joguei nesta edição do Guadalupeças. Então, agora voltemos ao início para comentar todos os demais que vieram antes. Comecei o dia conhecendo o Sugar Gliders, gostei bastante do jogo. As regras dele são muito simples, o que permite que qualquer um jogue, até mesmo crianças; mas ele tem um fator estratégico bem interessante. Ele é comumente comparado com o Hey That's My Fish, porém achei a questão do movimento ser limitado pela frutinha um diferencial significativo. 

Joguinho simples e rápido, mas com fator estratégico interessante.

Depois disso, joguei meu querido Blood Rage. Usando uma frase da moda: "Que jogão da porra". Tenho que escrever sobre ele aqui no blog. Podem reclamar o que for sobre a aplicação do tema, é uma crítica totalmente válida. Porém, isso não diminui em nada o brilho do jogo. Como sempre, joguei com a estratégia do Ragnarok. Eu não fui muito bem na primeira Era porque dei uns moles por esquecimento de regra. No sorteio dos tiles para saque, só saiu um de fúria, isso dificultou bastante a vida. Na segunda era, consegui fazer um trabalho um pouco melhor. Já na terceira era, sofri um duro golpe quando quase no final usaram aquela criatura que mata todo mundo quando entra no tabuleiro para me impedir de pontuar com a morte no Ragnarok. Na real, a disputa era pelo segundo lugar, porque o vencedor já estava bem definido durante toda a partida. Nunca vi Yggdrasil ser saqueada tantas vezes. A pessoa ficou com todos os status full ainda na segunda era. 

Sempre muito bom jogar Blood Rage.

Por fim, joguei o sempre muito agradável Sushi Go, o chatinho The Resistance e o surpreendente Vudu. Sushi Go é um jogo que eu acho que nunca vou cansar de jogar. The Resistance eu não curto muito porque sou péssima de blefe e o jogo é essencialmente isso, ficar trocando acusação. Vudu me surpreendeu porque eu não esperava gostar dele por ser um jogo de zoeira, eu não me dou bem em jogos assim por ser muito tímida. Os jogadores lançam maldições uns sobre os outros para ganhar pontos. Os requisitos para lançar as maldições são obtidos através de rolagem de dados e elas são basicamente tarefas vexatórias, aka "pagação de mico", tipo cacarejar. Quando o jogador esquece, a maldição é quebrada e ele perde pontos.

Surpreentemente divertido.

Confira mais algumas fotos de outros jogos que rolaram nesta edição do Guadalupeças:

Star Wars Destiny.

Room 25.

Kemet.

Camel Up.

Masmorra de Dados.

Obrigada a todos pela presença, espero que tenham se divertido tanto quanto a gente e que possamos nos encontrar na próxima edição. Gostaria de agradecer novamente a presença do Pedro Latro da Octo Ludustudio que abrilhantou o evento nos trazendo o Tao Long. O Guadalupeças não possui fins lucrativos, seu único objetivo é a divulgação do hobby. Nós estamos sempre abertos ao trabalho dos game designers nacionais e mês que vem a gente deve contar com a presença de mais um projeto bem bacana para a galera conhecer. Nos acompanhe nas redes sociais para saber das novidades do evento e do mundo do boardgame em geral. Neste ano de 2017, estamos nos esforçando para produzir mais conteúdo em vídeo, então faça a sua inscrição também no nosso canal no Youtube. Até a próxima!

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