sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O último Guadalupeças de 2016


Domingo agora rolou a última edição do ano do nosso querido Guadalupeças, fizemos um especial Star Wars em homenagem a estreia de Rogue One, esse filme maravilhoso que tem deixado todos os fãs da saga criada por George Lucas extremamente satisfeitos. Levamos todos os jogos que temos de Star Wars, mesmo sabendo que alguns seriam difíceis de conseguir colocar na mesa efetivamente, pois são jogos bem grandes, demorados e em inglês. Infelizmente, rolou atraso no lançamento do Star Wars Destiny pela Galápagos Jogos. Seria um bom título para termos nesta edição do evento, mas só será possível mês que vem.

Alguns dos jogos disponíveis no evento.

Conseguimos colocar metade dos jogos de Star Wars que levamos para ver mesa. Tivemos mesas de Imperial Assault, X-Wing e Império vs Rebelião, sendo este último uma grata surpresa, porque é um jogo bem barato, rápido e super divertido. Ele é reimplementação de CIA vs KGB, mas ficou muito bom com tema de Star Wars, combinou bastante. Está na minha crescente lista de jogos sobre os quais eu quero fazer post aqui no blog. Ainda nem consegui jogá-lo tanto quanto gostaria, uma outra lista igualmente grande.


X-Wing é um jogo que foca nos combates espaciais trazendo belas miniaturas. Com certeza, muita gente comprou a Millenium Falcon só para poder colocar na estante. Antes mesmo de sair no Brasil e se tornar popular, a gente já estava apresentando o jogo no evento, está com a gente desde a primeira edição especial Star Wars. Se eu não me engano foi o nosso primeiro jogo da franquia. Mais um para lista de quero jogar mais, ainda nem estreei minha Ghost. É um jogo muito caro para ficar parado. O que desanima é o cenário competitivo muito forte, só dá para jogar "for fun" mesmo.



Imperial Assault é reimplementação do Descent e foca na ação em terra. É um jogo de campanha, motivo de grande tristeza para minha pessoa. Sem ter um grupo fixo bastante comprometido é bem difícil completar todas as missões. Por isso, fico desanimada com jogos desse tipo, por melhores que possam ser. Já foi divulgado que ele deve chegar ao Brasil brevemente pela Galápagos Jogos.


Os jogos que levamos, mas não viram mesa foram Star Wars Card Game, Armada e Rebellion. Este último já sabíamos com quase 100% de certeza que não seria jogado, ele é muito grande, longo e relativamente complexo. Se bem que eu já joguei Guerra do Anel em edição do Guadalupeças, sendo assim tudo é possível. Rebellion é o jogo mais completo de Star Wars lançado até agora, pois abrange os mais diversos aspectos da franquia, com batalhas tanto no espaço quanto em terra, além das mais variadas questões políticas e diplomáticas. Todos esperam que seja lançado no Brasil pela Galápagos Jogos, mas nada foi dito oficialmente sobre o assunto. Mesmo que seja lançado ainda deve demorar.


Já o Armada é mais um jogo de batalhas entre naves com belas miniaturas assim como X-Wing, a diferença é que ao invés de combates individuais, eles são realizados em grupos e também temos a presença de naves maiores. É um jogo bem bacana, o que desanima um pouco é o alto valor. Assim como o X-Wing, ele precisa de expansões e mais de um core. Acho praticamente impossível vê-lo lançado por aqui.


Por último temos Star Wars Card Game, um LCG muito bom lançado pela FFG, que infelizmente parece não ter conquistado a popularidade merecida. Ele tem algumas peculiaridades de regra que são um pouco difíceis de assimilar, o que pode fazer com que as partidas iniciais sejam confusas. É outro que dificilmente será lançado no Brasil.


Para ler mais sobre jogos de Star Wars aqui no blog, basta clicar nos links a seguir: Star Wars Card Game, X-Wing, Imperial Assault e Armada.

Apesar de ter sido especial Star Wars acabou que não joguei nenhum jogo dentro do tema. Nesta edição, eu praticamente só joguei party game, isso porque comecei o dia jogando com um grupo de crianças. O primeiro jogo foi Sushi Go, deu bastante certo, elas entenderam direitinho. Eu só tinha que fazer as contas no final porque elas tinham dificuldade. 

Depois tentei Camel Up, nesse já não fui tão bem-sucedida, era difícil fazer elas entenderem que não eram os camelos e que haviam outras opções além de fazê-los andar. Então, resolvi voltar para algo mais simples e coloquei o Fruit Salad na mesa. Funcionou, só não foi melhor porque os menores tem dificuldade de contar rápido, o que gerou uma certa frustração.

É bem difícil jogar com crianças, ainda mais que as diferenças de idade pesam muito, mesmo que aparentemente pequenas. Nunca tinha passado por essa experiência antes, então acho que me saí razoavelmente bem. Não joguei o Escola de Dragões porque elas já tinham. Podia ter colocado o Sk8 Pro na mesa, acho que funcionaria bem. No próximo evento, vou tentar pensar mais em opções para crianças.


Eu joguei também Dead Man's Draw, um jogo bem simples e divertido de Push Your Luck. Os jogadores na sua vez viram a quantidade de cartas que desejarem, existem vários tipos diferentes, cada uma com um efeito distinto. Se uma carta repetida for aberta, todas as demais o jogador encerra seu turno e todas as cartas puxadas até então são perdidas. O objetivo é conseguir somar a maior pontuação. É aquele tipo de jogo rápido e que dá vontade de jogar várias partidas seguidas. Ele foi lançado aqui no Brasil pela Conclave Editora. 


Depois do Dead Man's Draw, rolou uma partidinha de Contária da Arcano Games com a mesma galera. Apesar da cópia que está comigo ainda ser da versão protótipo, a arte impressionou bastante. O jogo foi lançado esta semana, minha cópia já deve estar a caminho. No Guadalupeças de janeiro, já teremos Contária na versão final, que pelo que eu vi está bem bonita. No início da partida, foi uma pouco confusa até o pessoal pegar o jeito, mas até que entenderam rápido, principalmente os combos.


Por fim, mas não menos importante, eu sentei para conhecer o Triax, um jogo que está em fase de desenvolvimento e o autor levou para testar com o público do evento. Ele é um jogo de cartas que utiliza um sistema diferente para geração de recurso para baixá-las. São três hexágonos, cada um com três cores, que devem ser rotacionados. O verde é cura, o amarelo é defesa e o vermelho é ataque. Existem também cartas de cor azul e cinza que tem condições próprias para serem colocadas na mesa.


O número de turnos é fixo e o jogador inicial é sempre definido por uma condição diferente informada o marcador. Eu gostei bastante desse ponto especificamente, pois é um adicional estratégico, dependendo da situação pode ser interessante ou não ser o primeiro a jogar no turno. O objetivo é somar a maior quantidade de pontos de vida. 

O jogo é bastante abstrato, apesar de ter um lore de leve, o Triax seria um elemento místico formado pelas três forças universais em equilíbrio. Eu acho que o jogo precisa de um tema mais fortemente aplicado, mas essa é uma questão que pode ser deixada para ser resolvida mais para frente. O mais importante agora é fechar a mecânica e equilibrar, para aí sim pensar no tema e na arte. Mas eu gostei bastante do jogo, achei muito promissor. Triax é um nome para ficar atento em 2017.


Confira mais alguns jogos que rolaram nesta edição do evento:

Odin's Ravens.

Rock N Roll Manager.

Space Cantina.

Spyfall.

Mexica.

Este foi o Guadalupeças de dezembro, o último de 2016. Obrigada a todos que compareceram, espero que tenham se divertido e que eu possa revê-los mês que vem. Gostaria de agradecer também ao Shopping Jardim Guadalupe que tem nos concedido o espaço para realização do evento, a loja Game Of Boards que vem nos apoiando, o canal After Match pela divulgação, os game designers que trazem os seus jogos para testar com a gente e as editoras que nos mandam material. Bom final de ano a todos!

Terminamos o ano abençoados pela presença do divino.

Pose na plaquinha do evento.

Até ano que vem, pessoal!

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