sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

King Of Tokyo


King Of Tokyo é um dos meus Family Games favoritos. É aquele tipo de jogo para relaxar e dar umas boas risadas com os amigos. Não por acaso é um dos mais populares no Guadalupeças. Possui uma quantidade de componentes enxuta, não ocupando grande espaço da mesa. Toda a arte do jogo é bastante caprichada, com desenhos cartunescos e coloridos que enchem os olhos de jogadores todas as idades, mas principalmente os mais novos. Além da arte, o tema leve e as regras simples, ajudam a torná-lo uma boa opção para crianças.

Jogo montado na mesa.

Cada jogador controla um monstro lutando pelo controle de Tokyo, o último a sobreviver é o grande vencedor da partida. Seria muito bom se essa fosse a única condição de vitória do jogo. Uma outra possibilidade é conseguir alcançar 20 pontos de vitória, o que dentro da temática significaria causar maior destruição em Tokyo. Eu não gosto da segunda opção porque abre espaço para um jogador ganhar justamente evitando entrar em Tokyo, o que acho particularmente irritante quando acontece, pois tira a graça do jogo.

As opções de monstros do jogo.

A mecânica principal de King Of Tokyo é o dice rolling. Na sua vez, o jogador vai rolar os dados, que podem ser re-rolados mais duas vezes, podendo ser reservados quantos dados o jogador desejar entre essas rolagens. Para ganhar pontos de vitória nos dados é preciso conseguir uma trinca com algum dos dados numerados 1, 2 e 3, cada resultado adicional soma mais um ponto. Outros resultados possíveis são ataque, cura e energia. Essa última é utilizada para comprar cartas de poderes especiais.

Trinca.

Todos os resultados possíveis.

As cartas de poderes especiais acrescentam um pouco mais de complexidade e estratégia ao jogo. Elas podem ser de dois tipos diferentes: constante ou descarte. Uma permanece durante toda a partida com o jogador e a outra é utilizada apena uma única vez. Sempre haverão três cartas aleatórias abertas sobre a mesa disponíveis para compra.

Tipos de cartas.

A partida começa sem nenhum monstro em Tokyo. O primeiro a entrar será aquele que tiver o maior resultado de ataque na sua rolagem inicial. Apenas com 5-6 jogadores a Tokyo Bay é utilizada. Ao rolar dados de ataque, quem está em Tokyo dá dano em todos que estão fora e vice-versa. Ao entrar em Tokyo, o jogador ganha um ponto de vitória. Se conseguir permanecer lá até chegar seu turno novamente ganha mais dois pontos de vitória.

Dois monstros se revezando na Tokyo Bay.

A dificuldade de permanecer em Tokyo é porque além de ser alvo de todos os demais jogadores, quem está lá não pode utilizar os resultados dos dados de cura. Cada monstro começa a partida com 10 pontos de vida, podendo conseguir um adicional de até dois pontos por meio de efeito de carta. Ao ser atacado, o jogador que está com seu monstro em Tokyo tem a opção de continuar ou sair. Se optar por se retirar, quem realizou o ataque entra em seu lugar.

Além da questão já mencionada acima, da abertura de brecha para que um jogador vença mesmo evitando entrar em Tokyo, o que é muito contra a temática do jogo; outras questões que podem desagradar são a eliminação de jogadores e o alto fator sorte. King Of Tokyo tem tempo de duração estimado em 30 minutos, porém dependendo da sorte e habilidade dos jogadores pode durar bem mais, isso pode fazer um jogador que foi eliminado esperar muito pelo término da partida. Quanto ao alto fator sorte, acho que faz parte da proposta do jogo, a emoção da rolagem de dados. Isso é algo que em um jogo despretensioso me agrada. Mesmo assim, é uma questão de tem seu peso diminuído pelo sistema de re-rolagem e pelas cartas de poderes especiais.

Devido aos seus componentes, King Of Tokyo possui um preço relativamente elevado, passando fácil dos R$150. Os Family Games são umas das categorias mais disputadas, pois além de existirem muitos títulos bons brigando por um espaço na sua coleção, eles ainda dividem o mesmo público dos Party Games que são bem mais baratos. Porém, é uma opção legal para novos jogadores ou para aqueles que curtem jogos mais casuais. Ele tem uma boa rejogabilidade e apesar de contar com expansões, é um jogo em que a caixa básica é suficiente para garantir muita diversão. 

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