terça-feira, 17 de maio de 2016

Guadalupeças em novo local


Pois é, o Guadalupeças agora está no Shopping Jardim Guadalupe. Tivemos também alterações de data e horário. Agora o evento irá ocorrer no terceiro domingo de 14:00 às 20:00. Agradecemos ao Prezunic pelos dois anos que passamos lá. Felizmente, nunca tivemos problema com a administração do local que sempre nos apoiou. A razão da mudança é oferecer um ambiente com uma estrutura que traga mais comodidade aos frequentadores. Desde o final do ano passado, estávamos procurando um novo local. A mudança de horário de funcionamento do Prezunic tinha nos obrigado a fazer o evento de 8:00 às 16:00. Por mais que gostemos de jogar, acordar tão cedo em pleno domingo é muito difícil e chegar mais tarde acabava deixando o tempo bem curto.

Passaram-se alguns meses entre a proposta feita e a aceitação por parte do shopping. É bem difícil explicar o hobby para quem é de fora, que ainda tem aquela visão que jogo de tabuleiro é War e Xadrez. Outro ponto importante é a questão comercial envolvida, eles precisavam enxergar algum retorno com o evento. O shopping não queria apenas liberar o espaço, mas participar da organização também.


O shopping deu um suporte bem bacana para gente. Eles separaram uma boa área, que foi isolada com aquelas fitas que costumam ser usadas para marcar filas em geral. Tinha uma assessora e um segurança esperando a gente quando chegamos lá e ambos se mostraram bastante solícitos em ajudar no que fosse necessário.

Estávamos um pouco preocupados com a questão de público, por causa da participação mais direta do shopping na organização do evento. Eles fizeram arte e também divulgaram nas redes sociais. Então, precisávamos de um bom retorno para mostrar que o hobby tem um bom público e a capacidade para despertar o interesse de quem ainda não conhece.

Acho que fomos bem sucedidos, tivemos a participação de cerca de 60 pessoas, muitas delas que justamente não conheciam, estavam apenas passando e se interessaram em jogar. Mas quero agradecer também alguns amigos que marcaram presença: galera do Fábrica das Peças, William e Rodney com suas respectivas "caravanas", Gláucio e Felipe Goulart. É muito legal ver as pessoas vindo ao evento e trazendo os amigos. É um indicador importante de aprovação.

Dixit Odyssey foi um dos jogos mais populares.

DC Comics Deck-Building também fez sucesso.

Nessa edição, eu só joguei dois jogos: Dead Of Winter e In The Year Of The Dragon. Devo desculpas ao Felipe porque acabei meio que deixando ele sozinho para ensinar os jogos ao pessoal. Ele é o relações públicas do casal, mas não é por isso que posso deixar tudo nas costas dele. Jogar Dead Of Winter não foi uma boa opção, tanto porque não gostei do jogo quanto porque ele é bastante demorado. 

Apesar da minha impressão inicial ruim do jogo, quero experimentar Dead Of Winter uma outra vez. Acho que o fato de ser uma mesa onde ninguém sabia exatamente as regras e o manual tinha que ser consultado com frequência prejudicou um pouco. No jogo, cada um começa com dois personagens que possuem uma habilidade especial e atributos de liderança, ataque e busca. Dead Of Winter é semi-coop, além da possível existência de um traidor, os jogadores possuem objetivos individuais secretos. Todos começam na colônia e devem ir aos locais para procurar itens e matar zumbis. 

O outro rapaz com o celular também está lendo o manual.

Eu achei essa coisa de matar zumbi e procurar item muito repetitiva. O jogo ele tem um esquema de crise tipo Battlestar Galactica, onde são jogadas cartas fechadas para resolver. Então, os jogadores procuram itens para usar com seus personagens e para resolução de crise. Na busca também é possível encontrar outros personagens, o que gera um downtime muito grande. Outro ponto que não me agradou foram as cartas de encruzilhada, elas me pareceram bem inúteis. A condição de ativação da primeira que eu tirei era se um jogador bocejasse (era um sinal do que estava por vir). Mas o jogo tem coisas interessantes. Eu gostei do esquema de alocação de dados para realizar ações, da rolagem de dado de perigo sempre que movimenta, do funcionamento do respawn de zumbis e da necessidade de alimentar a colônia.

Como já era de se esperar, a gente perdeu. O jogo tem também um track de moral, que vai descendo sempre que alguém morre e passa fome. Se a moral chegar a zero é fim de jogo. Era um total de 7 turnos, acho que ainda faltavam 2 ou 3 e parecia que eu estava jogando havia uma eternidade. Acho que o problema é que meus dois personagens morreram na minha primeira ação. Quando isso acontece, o jogador perde todos os itens e recebe um novo personagem. Eu passei o restante do jogo todo com esse único personagem, não consegui encontrar mais nenhum. Além de ficar "mendigado" itens.

Depois disso, joguei In The Year Of The Dragon. Eu nunca sei o que esperar quando jogo algo do Feld. Tem jogos dele que me agradam muito e tem outros que acho bem mais ou menos. Esse jogo é bastante estratégico. São doze turno que representam os meses do ano, em cada um deles ocorre um evento. É preciso então trabalhar para conseguir cumprir as condições que são apresentadas. Os jogadores começam com dois templos de dois andares e dois personagens. Na sua vez, o jogador vai escolher uma das ações possíveis e baixar uma carta para colocar um novo personagem em jogo. Os templos podem ter até três andares e comportam esse mesmo número de personagens.


A cada turno, os jogadores pontuam pelo número de templos que possuem. Quase todas as ações do jogo possuem personagens correspondentes, tendo aquele específico da ação que se está fazendo, o jogador ganha bônus. Mas também existem personagens com efeito próprio não relacionado a ação. Construir templo não é fácil, então sempre é preciso excluir um personagem. As cartas só possuem uma cópia de cada e dois coringas, é um gerenciamento complicado. 

O que me incomodo um pouco foi a falta de proporcionalidade entre os eventos no jogo. Alguns dá para ignorar tranquilamente para se preparar para outros mais relevantes, o que é bem difícil de perceber na primeira vez que se joga. Conseguir comprar a peça de dois dragões no primeiro turno também faz uma grande diferença, portanto é muito importante ser o primeiro jogador, outra questão que só se percebe depois. Apesar disso, gostei bastante do jogo, a mecânica faz aquela linha elegante, toda bem amarradinha. Embora a arte seja mínima, acho ela digna de nota. As pecinhas do templo são um charme e os desenhos nos tiles são bem bonitos. Só poderiam ter caprichado mais no tabuleiro, que é super simples.

Veja mais alguns outros jogos que rolaram no evento:

Evo.

Lords Of Waterdeep.

Concept.

Esse foi o nosso primeiro (de muitos, espero eu) Guadalupeças no Shopping Jardim Guadalupe, espero que todos tenham gostado e que voltemos a nos encontrar no mês que vem. Estamos trabalhando para conseguir mais parceiros e promover um evento cada vez melhor. Curtam as páginas do Guadalupeças e do Turno Extra no Facebook para acompanhar as novidades. 

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