quarta-feira, 27 de abril de 2016

Memoir'44 - Toulon (Campaign For Southern France)


Após uma longa pausa, estamos de volta para completar a série de batalhas do Memoir'44. Nossa última partida tinha sido em outubro do ano passado. Eu jogo com o Eixo e o Felipe com os Aliados. Antes da realização desse intervalo, tínhamos jogado um total de nove batalhas. Escrevi um post sobre o jogo com breves relatos de como haviam sido as quatro primeiras partidas. Depois disso, cada batalha recebeu um post individual. No momento, o Eixo está na liderança com cinco vitórias (Sainte Mère-Église, Pointe-Du-Hoc, Omaha Beach, Vassieux Vercors e Operation Lüttich). Temos ainda mais outras seis batalhas pela frente para o Felipe tentar se recuperar.

Ao montar o setup de Toulon (Campaign For Southern France), achei que a situação estava extremamente favorável para os Aliados. Todas as peças de Infantaria são utilizadas nessa batalha, não ficou uma miniatura sobrando na caixa. Foram dez unidades de Infantaria, sendo que duas delas eram Rangers. Além disso, eles ainda podiam contar com quatro unidades de Tanques. Tudo isso perfeitamente alinhado no seu lado do tabuleiro e bem distribuído pelos três flancos.

Setup montado.

O Eixo estava visivelmente todo na defensiva. As unidades bem mais espalhadas e todas em terrenos de floresta, montanha e cidade que dão proteção contra ataque a distância. Além disso, tivemos bastante uso de sacos de areia e teve arame farpado também. Em termos de quantitativo, a vantagem numérica dos Aliados nem era tão absurda quanto me pareceu no início. O Eixo tinha nove unidades de Infantaria e uma de Artilharia. Acho que posicionar todas as unidades Aliadas primeiro foi o que me deixou intimidada. Era uma batalha de seis pontos de vitória e os Aliados tinham uma condição especial, se conseguissem entrar em três cidades, ganhavam imediatamente. Eu tinha cinco cidades em jogo, duas delas vazias. Meu primeiro pensamento foi colocar unidades nelas para  fortalecer a defesa, porém isso me faria recuar ainda mais. Então, achei que era melhor tentar segurar o avanço das unidades Aliadas.

Eu estava bem fraca no flanco esquerdo. Mas, para compensar, entre as minhas unidades e as adversárias havia um muro de floresta e montanhas. Isso atrasou bastante o avanço deles, o que foi muito importante. Quando finalmente chegaram a tomar a cidade, eu já estava com cinco medalhas. No meio, as duas montanhas, cada uma com uma unidade protegida por um saco de areia foi significativo. Esse era o local com mais unidades, porém não houve tanta batalha como se poderia esperar. Acho que o flanco direito foi onde teve mais ação, Felipe investiu bastante contra a minha unidade de Artilharia e a única unidade de Infantaria que eu tinha lá, que chegou ao final da batalha com apenas um membro sobrevivente.

Avanço da unidade Ranger no flanco esquerdo.

Unidade Ranger no flanco direito avançando também.

Morreu.

 Morreu também.

Chegou tarde demais.

As cartas no início da partida ajudaram muito e eu fiquei bem travada vendo o Felipe agir sem conseguir responder. A coisa estava tão ruim que após dois ou três turnos, eu reembaralhei o deck. Eu praticamente não movimentei minhas unidades, deixei o Felipe avançar em direção a mim. Com exceção do flanco esquerdo. Eu só movimentava basicamente para voltar a posição inicial em caso de recuo. O Felipe insistiu muito em ataques concentrados nos mesmos alvos, com isso teve bastante perda no flanco direito. A partida levou 50 minutos e poderia ter sido ainda mais rápida se eu não fosse tão ruim rolando os dados ou se tivesse cartas de comando melhores.

Final da batalha.

Como fazia muito tempo que a gente não jogava, apesar de não termos esquecido as regras (que são muito fáceis e intuitivas), achei que perdemos um pouco em termos de visão de jogo. Faltou um pouco daquela familiaridade que se constrói com a constância das partidas. Foi um erro de avaliação achar que a batalha já estava perdida por causa da superioridade numérica dos Aliados, sem considerar outros fatores importantes. O Felipe errou em focar demais em pontos específicos. Ele avançou com muita confiança para cima da minha Artilharia. No lugar dele, eu teria concentrado em conquistar cidades. Isso me obrigaria a mover e consequentemente me expor mais a ataques.

A próxima batalha será Liberation Of Paris que apresenta uma posição defensiva ainda mais complexa para o Eixo. Acredito que os Aliados ganharam com relativa facilidade. Porém, a vantagem de duas vitórias me deixa em uma posição confortável. Se o Felipe perder, as coisas ficam bem complicadas para ele, seria a primeira vez que teríamos uma diferença tão grande. O que não é nada bom, ainda mais nessa reta final. Espero que tenham curtido o retorno dos nossos relatos sobre as batalhas do Memoir'44, se ainda não conhece dá uma lida no post de apresentação e nos relatos anteriores. É um jogo excelente para dois jogadores e uma ótima porta de entrada para quem se interessa por Wargames. Trabalho lindo da Days of Wonder.

PS: Desculpem pela qualidade das fotos, vou tentar tirar umas melhores na próxima.

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