domingo, 29 de novembro de 2015

Entrevista com os organizadores do Diversão Offline


Domingo passado tivemos pela primeira vez no RJ um evento de grande porte totalmente voltado aos jogos de mesa. O Diversão Offline proporcionou um momento incrível de encontro entre jogadores e editoras em um ambiente com total infraestrutura e comodidade. Mas quase nada sabemos sobre os organizadores de tão inovadora e ousada iniciativa. Então, resolvi mandar algumas perguntas para tentar conhecê-los melhor.


TE: Comentem um pouco sobre a história da Geek Carioca. 

GC: A Geek Carioca surgiu este ano, com o desejo de tratar com carinho e qualidade o entretenimento geek, produzindo eventos com vontade de que deem certo!

TE- Como surgiu a ideia de fazer um evento voltado aos jogos analógicos?

GC: Além do interesse pessoal dos sócios, adoram os jogos analógicos, existia também uma demanda do mercado por um evento que fosse feito com uma grande estrutura, para comportar diversos fãs e reunir as empresas produtoras em um só lugar. Atendendo a essas demandas, o Diversão Offline está promovendo a manutenção das pessoas que já praticam o hobby e atraindo adeptos a se apaixonarem, assim como nós.

TE: Vocês são jogadores de boardgames e/ou RPG?

GC: Sim. Temos em torno de 40 títulos e com frequência marcamos com os amigos e familiares para jogar. Não conseguimos ficar muito tempo sem rolar os dados.

TE: Qual foi o número final de público no evento? Atendeu as expectativas?

GC: Sim. Tivemos uma presença de mais de 1000 pessoas e confesso que foi até mais do que esperávamos, por se tratar da primeira edição e algumas pessoas estarem ainda "desconfiadas" da proposta.

TE: O que vocês mais destacam como positivo do evento inteiro?

GC: A felicidade das pessoas ao verem o espaço reservado e a estrutura que foi montada voltada exclusivamente para seu hobby. Além disso, foi incrível ver um público que antes era totalmente de fora do nicho, saindo das salas de jogos e indo comprar seu primeiro board ou RPG para jogar com os seus amigos. Recebemos inclusive diversos e-mails assim, de agradecimento por termos apresentado o mundo dos jogos analógicos àqueles que antes tinham certa resistência e talvez nunca se permitiram a tal.

TE: O que vocês acham que poderia ter sido melhor?

GC: Estamos recebendo o feedback do público para através da opinião deles sabermos o que podia ter tornado a experiência imersiva nos jogos analógicos ainda mais incrível. Mas, da visão de organização, um dos pontos que mais nos incomodou foi a questão dos valores da alimentação.

TE: Existem planos para realização de um próximo? Alguma previsão sobre datas?

GC: Com certeza, já está confirmado! Ainda vamos sentar para definir data, mas já adiantamos que vem muita novidade boa por aí.

TE: O que houve com os estandes da Galápagos e da Grow? Nenhuma das duas empresas estavam lá, de verdade. Isso chamou bastante atenção.

GC: Em uma primeira edição de um evento com uma proposta ousada e em um estado onde tínhamos uma lacuna muito grande de eventos deste porte, é normal que nem todas as editoras estejam dispostas a vir de longe para participar, mandando assim um representante. A Galápagos já entrou em contato conosco após o evento e informou que devido a um problema de logística os jogos que eles haviam enviado para a representante (Tabuleiro Mix) não chegaram a tempo do evento. Mas, garantiram que para a próxima edição eles virão pessoalmente. Acredito que a Grow fará o mesmo.

TE: Outro fato bastante notório, foi que a área de RPG ficou muito mais vazia que a de boardgames? Qual a análise de vocês sobre isso?

GC: Todas as mesas de RPG do evento foram reservadas para as editoras. Para cada uma já havia um mestre e jogo cadastrado, bastando assim apenas que o público sentasse e jogasse. O que ocorreu foi que nem todas as editoras conseguiram ocupar a quantidade de mesas que haviam reservado, deixando muitas vazias. Com o passar do evento fomos liberando as mesas para o próprio público narrar, foi quando começou a encher mais as salas de RPG. Esse foi um ponto que iremos rever e melhorar para a próxima edição.

TE: Será que podemos esperar uma próxima edição com uma área destinada aos boards ainda maior e com mais atrações específicas para esse público?

GC: Sem dúvidas nossa meta é melhorar sempre. Estamos analisando todas as possibilidades para fazermos uma segunda edição ainda maior e com mais novidades do que a primeira. Em breve divulgaremos detalhes.

TE: Como vocês enxergam a relação do Diversão Offline com os pequenos eventos de bairro mensais e semanais? 

GC: Somos muito gratos a cada um. Eles foram fundamentais no nosso trabalho de divulgação, pois estivemos presentes em vários, e continuarão sendo fundamentais para alimentar o nosso público nas lacunas entre as edições do evento. O mais legal é isso, ver no Diversão Offline o público e os organizadores de cada encontro que acontece no RJ, tanto de RPG como de Board Game, reunidos.

TE: Que tipo de "diversão offline" além de RPG, cards e boards uma segunda edição pode trazer?

GC: Temos bastante vontade de investir em HQs e trazer editoras, autores e atrações da temática para o evento.

Gostaria de deixar registrado meu agradecimento ao pessoal da Geek Carioca que tão gentilmente respondeu minhas perguntas. E que 2016 venha com um Diversão Offline ainda melhor e maior. Novamente parabéns pelo trabalho incrível que foi recompensado com um sucesso mais do que merecido.

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