sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Memoir'44 - Operation Lüttich


As partidas de Memoir'44 têm sido bastante equilibradas, apesar dos pequenos massacres que os Aliados impõem ao Eixo algumas vezes. Nenhum dos dois lados conseguiu abrir vantagem maior do que duas vitórias seguidas. Isso me faz acreditar que a impressão inicial de vantagem para os Aliados estava incorreta. Tendo passado já da metade da campanha, percebo que mesmo nas batalhas em que um dos lados tem clara vantagem, e não são todas, sempre existe algo para compensar e dar chance de uma virada no jogo. Acho que o ponto principal é saber posicionar as unidades sabendo aproveitar os terrenos. Claro que temos o fator sorte que pode ser cruel, a aflição das cartas de comando que não saem e as rolagens de dados desesperadoras.

As primeiras batalhas tiveram vitórias intercaladas, até que eu consegui emplacar duas seguidas com o Eixo. Em compensação, os Aliados interromperam essa sequência de forma esmagadora, porém não conseguiram estabelecer uma continuidade e a alternância inicial se manteve. Ao montar o setup de Operation Lüttich vi que o Eixo estava em vantagem e fui para partida com bastante confiança. Depois de ser massacrada em Operation Cobra e Mont Mouchet, vencendo com muita dificuldade em Vassieux, Vercors. Um resultado fundamental para manter o equilíbrio da competição entre duas fortes derrotas. Operation Lüttich foi a vitória que eu precisava para dar uma respirada boa, tranquila e sem grandes surpresas.

Setup montado.

A partida foi bem rápida, menos de 1 hora, e tivemos mais uma vez a batalha bem concentrada no centro. Eu também tentei puxar um pouco no flanco esquerdo, mas sem grande sucesso, pois o Felipe tinha uma unidade em uma posição bem forte, em cima da montanha com saco de areia, cercada de floresta e ainda com uma cidade de um dos lados. Pela primeira vez, ele tinha uma cidade com medalha, mas não consegui chegar até ela, pois estava bem longe e não valia a pena o esforço.

 Deu trabalho, mas caiu.

Tirando um ou outro ataque no flanco esquerdo quando tinha oportunidade e ainda mais raramente no flanco direito, onde tudo o que eu fiz foi basicamente mover minha unidade de tanque até a ponte para atacar uma infantaria do Felipe que estava no bosque próximo, como eu já disse a ação foi toda no centro. Por ser uma batalha de apenas quatro medalhas, eu não podia dar espaço para o Felipe crescer para cima de mim. Eu tinha uma vantagem numérica significativa, mas ele tinha bons posicionamentos defensivos e sorte nos dados não é o meu forte.

 Partindo para cima logo de cara.

Tentei aproveitar ao máximo minha mão de comando inicial, pois veio muito boa. Mas ao longo da partida percebi que era uma preocupação desnecessária porque continuei conseguindo manter um bom fluxo de comandos. Meu problema eram as rolagens. Além de, em geral, acertar apenas um; sempre sai recuo, que mais prejudica do que ajuda, porque atrapalhava ou impossibilitava meu segundo ataque. O Felipe apesar de não ter comandos tão bons, conseguia rolagens com dois acertos. Tanto que em um único turno conseguiu derrubar duas unidades minhas, empatando comigo no número de medalhas. O que me fez partir ainda mais para a ofensiva, pois precisava fechar a partida rapidamente, para não dar chance de uma virada.

 Aliados resistiram bem a pressão e conseguiram abrir espaço.

Os tanques são bons de ataque, mas o fato de serem unidades menores que a infantaria e suscetíveis a resultados de granada, os tornam relativamente fracos. As duas medalhas conquistas pelo Felipe foi derrubando unidades desse tipo e terminei a partida com outras duas em perigo, com uma única miniatura. As unidades especiais não sofreram dano, mas também não consegui utilizá-las da forma que desejava, principalmente a infantaria, que andava dois e ainda podia atacar. No lado esquerdo, eu demorei a pensar em cercar a unidade Aliada na montanha, fiquei atacando boa parte do tempo com uma unidade de tanques comum. Só depois me ocorreu de dar a volta com ela e subir a montanha para atacar por trás, enquanto avançava a unidade de tanques especial para atacar pela frente.

 Fim de batalha.

Agora, acho que vou dar uma pausa no Memoir'44 para poder me dedicar a outros jogos. Por mim, continuaria até o final, mas o Felipe não está no mesmo clima. Será que a derrota deixou ele abatido? Enfim, os dois precisam estar no mesmo ânimo para as batalhas serem boas. Quero muito retomar a campanha de Imperial Assault. Conseguir reunir todo mundo para jogar tem se mostrado mais desafiador do que derrubar o Império.

2 comentários:

  1. Olá, como vai?

    Qual sua opinião sobre o Tide of Iron? Eu particularmente prefiro o ToI ao Memoir 44 (embora aceite os argumentos de que são incomparáveis pois são propostas distintas) embora eu jogue M44 todo dia no modo onlone (online + alone) na steam.

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    1. Infelizmente, ainda não tive oportunidade de jogar Tide Of Iron. Preciso experimentar o M44 online. lol

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