quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Memoir'44


Depois dos Euros, os Wargames são o tipo de jogo que mais chamam a minha atenção. Apesar disso, infelizmente, minha experiência com eles é bem pequena. Isso se deve ao fato de sempre me parecerem muito complicados. O primeiro que eu joguei foi a Batalha de Iwo Jima em um Castelo das Peças com o pessoal do Clube Sonmium. Comecei pelo modo mais difícil com um Wargame bem tradicional, com mapa com divisão em hexágonos e unidades representadas por pecinhas quadradas cheias de números e símbolos, além de uma tonelada de regras e aquelas tabelas que enlouquecem qualquer iniciante.




 Essa foto é muito orgulhinho. Joguei um wargame tradicional e ainda venci. Meus japas sobreviveram. \o/

Depois disso, joguei Warcraft, Battles Of Westeros, Guerra do Anel, X-Wing, Armada e Pocket Battles. Todos ótimos jogos, mas que utilizam cenários de fantasia, e por isso, não são tão presos as regras mais tradicionais, o que tira um pouco da graça. Eu não sou exatamente fã de histórias de guerra, como a maioria dos wargamers costuma ser, porém acho bem mais emocionante jogar controlando unidades de combate reais, simulando batalhas que realmente existiram. 

Eu tenho Twilight Struggle, mas sinto um desânimo ao olhar as regras. Imagino que deve ser um jogão, não pode ser à toa que está faz tanto tempo em primeiro no BGG. Eu tenho também um Ogre Pocket Edition que está na mesma situação, esperando que eu tenha forças para encarar as regras. Então, quando Memoir'44 chegou lá em casa, já imaginei que seria mais um jogo para ficar pegando poeira. Eu já tinha lido sobre ele, que era bem simples e tal, mas não estava acreditando muito.

Memoir'44 é um jogo da Days Of Wonder, então de cara já te deixa de queixo caído pela sua qualidade e beleza. O jogo traz uma série de batalhas famosas ocorridas na II Guerra Mundial. O mapa possui dois lados, um de campo e outro de praia, que é o meu favorito. Uma pena que uma minoria de batalhas que ocorrem nesse cenário.



O mais chato do jogo é montar o setup, porque jogar em si é bem simples e rápido. Os comandos são dados por meio de cartas e as batalhas são definidas por rolagem de dados. Isso faz com que o ocorra uma certa dose de sorte que pode ser bem incomoda. Além disso, existe um claro desequilíbrio entre Aliados e Eixo, já que o objetivo é tentar reproduzir a batalha com fidelidade. Jogar com Eixo é basicamente sofrer.

Todos os terrenos, itens bloqueadores e unidades vem com cartas guias com o resumo de suas regras, isso torna o jogo mais dinâmico porque não é preciso ficar parando toda hora para esclarecer dúvidas no manual. Rapidamente podemos verificar e avaliar todas as informações necessárias de movimentação e ataque. É uma boa quantidade de questões a serem pensadas, mas a forma como são organizadas facilita muito as tomadas de decisões.



O turno é basicamente jogar uma carta de comando para mover as unidades e atacar. O ataque é realizado por meio de rolagem de dados, a quantidade vai depender do tipo de unidade que está atacando, da distância, das variáveis de terreno e obstáculos. Para acertar o alvo é necessário sair no dado o símbolo da unidade que está sendo atacada ou então a granada, que é o coringa do jogo. A bandeira indica recuo e a estrela é falha. A condição de vitória é geralmente conquista de um determinado número de medalhas, elas são ganhas ao destruir uma unidade inimiga ou realizar  objetivos específicos do cenário.



Existem três tipos diferentes de unidades no jogo. A Infantaria que é formada por grupos de quatro soldados, os Tanques que são formados por grupos de três e a Artilharia que é individual, até agora foi a menos utilizada. Diferentes unidades não podem se unir para formar novas. Exemplo: Tenho uma infantaria com 2 soldados e uma outra com apenas 1, não posso uni-las para formar uma nova unidade com 3 soldados. 


 
Até agora jogamos 4 batalhas e temos duas vitórias para cada lado. A primeira batalha foi Pegasus Brigde, quem conquistasse quatro medalhas primeiro seria o vencedor, sendo que os Aliados tinham a vantagem de poder conquistar medalhas dominando as pontes. Ao invés de partir para o ataque para tentar destruir logo as unidades inimigas, eu optei por defender as pontes, confiando na boa defesa que eu tinha em uma delas. Eu resisti bastante, mas não deu.



A próxima batalha foi Sainte Mère-Église, foi bem equilibrado, a vitória foi decidida no último lance. Dessa vez eu tive uma percepção melhor dos fatos e mudei o foco do que não estava dando certo. Tentei a princípio derrubar uma unidade que estava em uma montanha no flanco direito, mas vi logo que estava perdendo tempo, então me concentrei nas outras que estavam ao redor. Essa batalha ficou muito concentrada desse lado, porque eu quase não tinha unidades no meio e no flanco esquerda minha movimentação estava muito travada por causa da floresta, logo na batalha de estreia dos tanques. Estava louca para usá-los.


Sword Beach me mostrou o quanto a sorte pode ser cruel e irritante nesse jogo. As cartas de comando para mover nos lugares onde era preciso simplesmente não vinham. Passei a partida inteira lutando com as cartas da minha mão. Acho que até que eu me saí muito bem levando em consideração isso. Ainda consegui conquistar três medalhas. Foi a primeira batalha a rolar tanque contra tanque. Eu gosto muito de tanques, apesar de achá-los um pouco frustrantes nesse jogo, são muito fáceis de destruir.



Consegui me recuperar em Pointe-Du-Hoc, Felipe ficou muito confiante e partiu para cima. Se quebrou contra as montanhas. Funcionaram muito bem como proteção e mesmo quando ele atravessou rechaçá-lo bem com a vantagem do meu flanco esquerdo. Eu tinha uma unidade de infantaria na montanha protegida por um bunker bem na ponta e uma artilharia mais atrás. Os bunkers são as melhores proteções, é só ficar lá de boas atirando de longe. Mesmo que fique cercado, ele aguenta bem o tranco. 



Resumidamente, essas foram as quatro batalhas que rolaram até agora, espero conseguir escrever sobre todas as outras. Memoir'44 foi um jogo que eu realmente me deixou muito animada. É fácil, rápido e muito divertido, além de muito bonito. A quantidade de batalhas que vem no jogo base é muito boa e ainda tem um monte de outros cenários disponíveis no site da Days Of Wonder. Isso sem falar nas expansões, já estou de olho na possibilidade de jogar com os russos no mapa de neve. Ainda pretendo jogar Overlord em breve. Acho que haverá muito Memoir'44 aqui no blog futuramente. XD

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