terça-feira, 7 de julho de 2015

Guadalupeças


Neste domingo rolou mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Achamos que o evento fosse ficar meio vazio por causa do frio que está fazendo aqui no RJ e também porque acabamos vacilando na divulgação, mas a galera compareceu e ainda trouxe os amigos. Gostei muito de ver várias carinhas novas, teve até gente que nos conheceu na Expo Geek marcando presença. Outras surpresas foram o Maike da Tabuleiro Mix, que sempre prometia, mas nunca dava as caras; o Shamou, do Castelo das Peças, que não encontrava já fazia um tempo e o Glauco, que foi quem me apresentou um dos meus jogos favoritos - Myrmes. Já escrevi sobre ele aqui. Deem uma olhada e conheçam mais sobre essa obra-prima dos tabuleiros.

Desta vez, o Glauco me apresentou Elysium, que concorreu ao Kennerspiel des Jahres 2015. Um jogo com arte e componentes admiráveis, mas ainda prefiro 7 Wonders. Brincadeirinhas (com fundo de verdade) à parte, não tem como não relacionar os dois jogos. E ser comparado com o grande campeão de 2011 não é tarefa nada fácil. Ambos têm como mecânicas principais: Card Drafting e Set Collection. Só que o 7 Wonders tem uma dinâmica muito mais interessante. Em Elysium, a loucura de cartas rodando de mão em mão (no esquema compra e passa) é substituída por uma compra mais tranquila de cartas abertas na mesa.

O jogo te dá tempo para pensar, mas isso não o torna calminho não. As compras são realizadas utilizando um esquema de torres coloridas. É preciso ter torre(s) da cor exigida na carta, mas na hora do descarte, qualquer uma pode ser escolhida. Então, dá para usar a mesma torre para comprar várias cartas. Escolher bem qual eliminar é muito importante. Se não puder comprar, o jogador pega uma carta de cidadão, que é apenas uma carta aleatória qualquer virada para baixo, que funciona como coringa, mas faz perder dois pontos, se estiver em uma lenda no final do jogo.

 A foto ficou meio bosta. Sorry!

Elysium é relativamente rápido. São cinco turnos, nos quais cada jogador vai ter a oportunidade de compras três cartas e uma quest. Se não tiver torre para pegar quest, o jogador pega mesmo assim, só que virada. A quest determina ordem de jogo, limite de transferência de cartas, dinheiro e concede pontos de vitória. Quando virada, é chamada de incompleta e vai conceder menos benefícios.

A historinha do jogo é um lance de construir lendas, temática colada com cuspe. As cores representam os deuses e tal. O jogador compra as cartas, elas ficam na parte de cima do seu tabuleiro e depois ele pode pagar para passa-las para baixo para formar as tais lendas. Na prática, o que rola é que jogador pode agrupar as cartas de dois modos: 1/2/3 de cores iguais ou cores diferentes do mesmo número. Além da pontuação normal, ainda rola uns bônus para os primeiros que completarem cada um dos diferentes tipos.

Depois de uma estreia, hora de relembrar um antigo: Battlestar Galactica. Foi um dos primeiros jogos da coleção e se mantém como um dos favoritos. Tenho que fazer um post sobre ele qualquer dia desses. Foi uma partida muito boa, com o Rodney sendo o mega-cylon-filho-da-puta-do-caralho. Apesar dele ter se revelado cedo demais, então não rolou muita acusação. Eu joguei com a Roslin, nunca tinha jogado com ela. Achei uma bosta, muito travada. As cartas de Quorum são horríveis, só rolei dado podre. Para completar na distribuição de lealdade no meio da partida, peguei simpatizante e fui para prisão. Enfim, os humanos se foderam como sempre.

 Difícil ser presidenta. lol

Ainda joguei Ca$h 'n Guns, um jogo pelo qual eu não dava um tostão furado, mas que até que é bonzinho. Apesar de que não dá para confiar em opinião formada em partida de estreia que você vence. O jogo é um party bem simplão. Cada jogador tem um deck de cartas com bang ou bandeira branca. Fica uma determinada quantidade de cartas abertas sobre a mesa, que podem ser dinheiro, diamante ou pinturas, os dois últimos têm pontuação diferenciada no final. Os jogadores jogam suas cartas fechadas e apontam as armas. Depois tem um momento para quem quiser desistir, porque aí evita tomar tiro. Com três ferimentos, o jogador é eliminado da partida. Nas cartas que ficam abertas no meio da mesa também têm cura e mais bang. O jogo acaba quando terminam as cartas.

 Só eu com a arma na mão. Sempre alerta.

Fechei o dia com outro clássico da coleção, fazia tempo que eu não jogava, apesar dele ver mesa em praticamente todos os eventos: Ticket To Ride. Qualquer pessoa que esteja chegando agora ao universo dos boardgames modernos precisa conhecer esse jogo. As regras são bem simples, mas é super estratégico. É bastante competitivo, mas sem eliminação. Todos os jogadores tem chance até o final. A rejogabilidade é bem grande, funciona bem com qualquer número de pessoas e a sorte está presente de uma maneira equilibrada. Pretendo escrever sobre ele em breve. Aguardando ansiosamente a Galápagos Jogos, abaixar o preço da edição comemorativa de 10 anos.

Não é a foto da partida que eu joguei, mas está valendo.

Alguns outros jogos que rolaram durante o evento:

 The Ancient World.

 Ophir.

Epic Spell Wars of the Battle Wizards: Duel at Mt. Skullzfyre.

 Colt Express. O grande campeão do Spiel des Jahres 2015.

Gostaria de agradecer a todos pela presença em nosso evento, tanto os que já são frequentadores assíduos quanto aqueles que nos deram o prazer da primeira visita. Espero que tenha sido uma tarde divertida e que possamos nos reencontrar no mês que vem. Curtam nossas páginas no Facebook para sempre ficarem por dentro das novidades.

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