segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Guadalupeças: Especial Conclave Editora


Hora de tirar um pouco a teia de aranha do blog, afinal ficamos um mês parados, sem nenhum post novo. Novembro foi bem pouco produtivo em questão de jogatinas. Mas o ano em si foi muito bom, estava atualizando meu BGG e até que joguei bastante. Não vou entrar em detalhes porque pretendo fazer um post de Retrospectiva, que deve ser um resumo do que rolou de bom. De preferência, quero tentar publicar na próxima segunda-feira, data em que o blog completa seu primeiro ano de existência. Engraçado que esse foi o título do post inaugural, na época eu escrevi um pouco sobre meus primeiros passos no hobby. Agora em dezembro, vou tentar ser mais produtiva, jogar e escrever mais.

Ontem rolou o último Guadalupeças do ano e tivemos a felicidade de receber em nosso evento os simpáticos mineiros da Conclave Editora. Eles são os responsáveis pelo excelente cardgame nacional Midgard e estão com muitos lançamentos legais neste final de ano, jogos super badalados como Dominion, Camel Up e Keyflower. Tivemos também a presença do amigo Filipe Cunha da Pensamento Coletivo, Leandro Pires com o seu excelente Rock N Roll Manager e Cussa Mitre com o divertido Bifrost.




O dia começou com o Filipe me apresentando um joguinho de luta muito interessante. Apesar de ter uma mecânica relativamente simples, o alto nível estratégico eleva bastante a curva de aprendizagem. Ele simula jogos de luta tradicionais de videogame como Street Fighter. Os golpes são dados utilizando uma combinação de cartas, aí é que está o desafio do jogo. Gostei bastante também da simulação de movimento em ambiente 2D, a questão clássica de ficar preso no canto da tela (tabuleiro).


Minha personagem era porradeira enquanto o do Filipe era mais defensivo, só peguei o ritmo do jogo no final, o que é comum quando se joga pela primeira vez. Eu tinha que ter colado logo de início e descido o cacete, mas ao invés disso, fiquei fugindo. Quando cheguei junto consegui dar até bastante dano, mas aí já era tarde. O jogo acaba quando a vida de alguém é zerada ou após um determinado número de turnos. Quando seu personagem está com pouca vida, é possível usar uma carta de golpe especial, mas Filipe fez uma jogada que anulou isso quando eu utilizei. Ele sabia o que eu ia fazer, porque não me restavam muitas opções. Antes disso, ele já tinha conseguido prever e bloquear uma outra boa jogada que eu havia feito.

Depois disso, hora de descansar um pouco a mente com o sempre agradável e relaxante Blueprints. Sem sombra de dúvidas um dos melhores jogos da coleção. Não tem quem não elogie após uma partida. É um jogo com uma temática que explora muito bem a mecânica, além de ser muito bonito em sua simplicidade de componentes. Eu e Felipe dividimos a lanterna da partida. Acho que nunca ganhei nesse jogo, mas não me importo.


Seguindo os trabalhos com Illegal, um party game para maiores de 18 anos. Cada jogador representa dois papéis, traficante e comprador. Cada um deles vende e compra um determinado tipo mercadoria. O lance é conseguir vender e comprar sem que os demais percebam quem é você. Existe um contador de tempo, que marca a chegada de novas mercadorias. É a melhor parte do jogo, todo mundo voando em cima para pegar o que lhe interessa. Isso porque é preciso jogar em pé, andando entre os outros jogadores para fazer suas negociações. Essa interatividade é bem legal.


O que eu não gostei em Illegal é a parte do Mestre do Jogo, que é um cara que fica de fora só para organizar a partida e a parte do tribunal, que é quando os jogadores tentam adivinhar quem é quem. As cartas de suspeita são confusas e as acusações foram feitas meio a esmo. Ainda sobre as cartas, não gostei da arte. Os desenhos são todos bem genéricos. A pontuação é bem simples: um ponto para cada produto correspondente do seu comprador, mais um ponto para cada acusação indevida. Para cada acusação que for correta, o jogador perde cinco pontos.

É uma boa opção para jogar em uma reunião de amigos ou festa, mas não é o meu tipo de jogo. O fator "representação" é muito forte. Quanto melhor os participantes forem nisso, mais divertido vai ser jogo. Illegal exige um nível de extroversão um pouco alto demais para o meu gosto.

O jogo principal do dia para mim foi Midgard. Jogamos uma ótima partida, apesar de um pouco longa. Como sempre demorei a conseguir me desenvolver e conquistar os pontos. Tirando o Felipe, que ficou travado o jogo todo e não conseguiu fazer nada, acho que todos tiveram boas chances de ganhar. Eu adoro Midgard, mas ele tem seus problemas, como o alto fator sorte que pode praticamente "matar" um jogador na partida. Achei também muito forte a questão de você poder trocar a carta coringa de alguém, deveria existir uma carta de evento para impedir isso, do mesmo jeito que existe para se defender de ataque. Outro problema é o downtime elevado, leva bastante tempo até chegar na sua vez novamente (jogamos com 5 pessoas).


 

O que eu gosto em Midgard é que apresenta uma mecânica e temática que se encaixam muito bem, além disso ainda possui uma arte bacana. As regras são simples, mas proporcionam um bom nível estratégico. Acho sensacional a questão de descartar todas as cartas ao enfrentar um desafio. O lance do jogo é viajar pelos nove mundos em busca de recompensas e morrer com glória para ir para o Valhalla. Não vou explicar o jogo, pois ainda pretendo fazer um post só sobre ele, com todos os merecidos detalhes. Eu já falei isso antes, mas dessa vez vai. Deve ser o próximo post do blog. Sendo que eu ainda quero escrever sobre A Batalha dos Cinco Exércitos até o próximo final de semana, quando a última parte de O Hobbit chega aos cinemas. Será que consigo escrever sobre o jogo do Knizia também? lol

Fechando o dia, finalmente joguei o Uruk. Primeiro jogo que o Filipe anunciou que iria lançar pela Pensamento Coletivo. É um cardgame de civilização, o jogo se passa em quatro eras durante as quais você vai tentando desenvolver tecnologias e fundar cidades. Gostei bastante do jogo, apesar de ter me enrolado um pouco no uso de coringas. Junto com as cartas de tecnologias, tem as cartas de deuses e desastres para atrapalhar sua evolução. Preciso jogar novamente para ter condições de escrever melhor sobre ele.


Agradecemos a presença de todos e até ano que vem. Em janeiro não teremos evento, voltamos em fevereiro com força total. Desejamos a todos boas festas e muitas jogatinas. Não deixe de acompanhar as novidades curtindo o Turno Extra e o Guadalupeças no Facebook.

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