quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Boards & Burgers de casa nova


Fazia tempo que não ia ao Boards & Burgers, mas agora com a mudança do Burger King para o Bob's não podia deixar de marcar presença. Como já escrevi por aqui, eventos durante a semana são um pouco complicados, pelo fato de eu morar longe e o cansaço para levar cedo no dia seguinte para trabalhar. Mas vou tentar me esforçar para ser mais assídua, até porque agora sei que tem uma galera que chega cedo. Lá no início, quando eu frequentava o evento, ainda não tinha isso.

Na minha opinião, o Boards & Burgers é um dos eventos mais bacanas da cena carioca e a mudança de local vai torná-lo ainda melhor. O Bob's da Senador Dantas oferece um ambiente muito mais agradável e propício para jogatinas. Com iluminação e sistema de refrigeração bem melhores, mesas de diversos tamanhos e formatos, além de não ficar muito cheio como o Burger King.

 Estreia com casa cheia.

Esse Bob's, é bem diferente dos demais, ele foi todo reformado recentemente e oferece vários benefícios que não existem em outras lojas da franquia. Acredito que seja um piloto, afinal a chegada de novas redes de fast-food como Burger King, abalou bastante o mercado que anteriormente só tinha o Mcdonald's como concorrência. Durante anos, o Bob's ofereceu um serviço ruim sem se importar porque os consumidores do segmento não tinham outras opções.

Os primeiros ventos da mudança foram logo percebidos no Mcdonald's e parece que agora o Bob's está acordando para isso também. O ambiente é bem diferente, com uma decoração mais descontraída, fugindo um pouco daquele padrão de lojas de franquia, onde é tudo sempre igual. O tipo de coisa que é novidade aqui no RJ e que me agradou bastante. Tivemos a adoção não apenas do refil de refrigerante, mas também de molho. Além de máquinas de autosserviço para agilizar o atendimento, que é super tendência e demonstra uma disposição para renovação. E o principal, a comida em si que melhorou bastante. Sempre achei o hambúrguer deles ruim e ontem eu realmente gostei do que comi.

Para fechar essa parte inicial do texto sobre o novo local, acredito que para eles o evento vai ser vantajoso também, porque a galera sempre consome, e não é pouco, todo mundo nerd gordinho.  Como eu já mencionei o local não enche muito, o que acredito ser em parte pela má fama da franquia. Além dos benefícios amplamente comentados nos parágrafos anteriores, temos ainda sua ótima localização, pertinho do metrô da Cinelândia. Além de ficar bem em frente a Livraria Cultura e relativamente próximo da Redbox, as dois points da nerdice no Centro do RJ.

Mas vamos ao evento em si. Cheguei e fui direto para a Cultura utilizar o Wi-Fi. Achei que não haveria ninguém ainda no Bob's, então ficaria dando um tempo aproveitando a internet grátis. Mas qual não foi minha surpresa quando li no FB que já tinha gente no local. Então, levantei e fui até lá, encontrei o querido Marco Curvello acompanhado pelo simpático Wagner do Beat'Em Up.

Wagner posando com sua criação.

Na semana passada, eu não conseguir experimentar o jogo dele lá na Segunda Sem Lei da Redbox, vale comentar novamente que o Felipe jogou e escreveu um texto bem legal para o Finalboss. Agora foi a minha vez de experimentar, quase perdi a chance. Ao que tudo indica esse foi o último playteste aberto, o Wagner contou que está negociando a produção do jogo com uma empresa e que foi pedido para ele dar um tempo na divulgação. Eu até perguntei se não teria problema escrever sobre o jogo, mas ele liberou. O que foi muito bom, pois Beat'Em Up me deixou empolgada. Fico feliz com a possibilidade de vê-lo ser lançado mais cedo do que o previsto.

Mas apesar de ter gostado muito do jogo, tenho minhas críticas. Eu acho que ele ainda precisa de alguns ajustes, não está totalmente redondo. A ideia é sensacional e eu realmente queria vê-la sendo utilizada da melhor maneira possível. O jogo já me ganha por ter como inspiração Boss Monster, que eu considero um cardgame incrível. Ele consegue colocar na mesa, a magia do videogame com uma mecânica simples e bem enxuta. E olha que nem sou tão fã de joguinhos eletrônicos.

Beat'Em Up também consegue transportar para mesa a sensação principal do gênero de andar e bater. Eu achei isso muito legal. Outra coisa que gostei muito foram os cenários com seus efeitos, porém aqui vai a primeira crítica. Eu achei que o cenário está muito pequeno e fica perdido no meio do jogo, no primeiro turno ficou totalmente esquecido. Acho que poderia ser feito em um cartão maior, até para podermos ter uma melhor visão da arte. Eu sei que essas questões de arte irão mudar, que é apenas playteste, mas gostaria de ver um cenário em Pixel Art bem bacana na versão final.

Visão geral da mesa.

 Cenários.

Outra crítica vai para o sistema de ataque por rolagem de dados, achei as combinações bem difíceis. Inevitavelmente, acabei comparando com Gekido, que utiliza o mesmo sistema, porém de uma maneira muito mais fluída. Cada vez que o jogador consegue dar dano, ele ganha pontos. Quando chegar ao máximo, ele pode fazer um power up no seu personagem. O problema é que esses pontos também servem para re-rolagem, então acaba que nunca se consegue a pontuação máxima.

O jogo é composto por três rodadas, em cada rodada é recebido um power up novo, foi só o que a gente conseguiu. Não rolou nenhum extra. Achei que alguns capangas são fortes demais, eu comecei pegando logo um 11 PV e sempre vão ter dois no seu tabuleiro. Eles vão andando e podem encurralar o seu personagem, o que é muito ruim. Alguns capangas são quase tão fortes quanto um sub-chefe.

Maldito balofo FDP.

Outro problema, na minha opinião, é que só existe a possibilidade de quebrar a caixa uma vez na rodada, se você der a falta de sorte de pegar um item que recupere só 1 ou 2 PV fica muito difícil. Existe um cenário que permite rolar um dado no início do turno para tentar quebrar a caixa mais vezes. Acho que poderia ficar bom ter algo assim no jogo e não apenas em um cenário. Alias, foi isso que nos deu um alívio, senão a gente não teria conseguido chegar ao final. A primeira rodada foi extremamente difícil, gastamos 2 dos 3 continues totais do jogo só nela. Isso porque esquecemos do cenário que era totalmente desfavorável, senão seria ainda pior.

No início do jogo, eu estava achando meio chato, até porque fui a primeira a morrer. O jogo tem um aspecto cooperativo, um jogador pode ajudar a bater nos capangas de outros desde que esteja na posição inicial do tabuleiro, mas no geral fica todo mundo muito ocupado com seus próprios capangas e não rola muita ajuda. O aspecto cooperativo acaba ficando limitado apenas ao enfrentamento dos sub-chefes e do chefão final.

Acho que por conta desse início, eu achei que o jogo foi demorado. Eu só comecei a me divertir para valer da metade para o final da partida, porque o cenário 2 ajudou bastante e o cenário 3 também era bem legal. Outra questão é que com mais power ups, o jogador tem mais opções do que fazer. Isso não torna o jogo muito mais fácil. Continuou bem difícil, mas agora a gente conseguia fazer as coisas funcionarem melhor.

O final foi emocionante, uma gritaria do caralho (eu gosto disso). Se não me engano, eu tinha dado 4 de dano no Chefão e só falta mais 2 para ele cair. Porém, o Wagner só conseguiu dar 1 de dano. Eu morri e acho que ele ficou com 1 PV só. Na hora que ele errou, achei que já era, que íamos morrer os dois. Acho que ele só sobreviveu por causa do power up de Aparar que aumenta defesa. Então, conseguiu mais turno para atacar e dar o golpe de misericórdia.

Espero que o Wagner não fique chateado pelas minhas críticas, pode ser que elas venham a não ter fundamento, o que estou colocando aqui são as primeiras impressões que o jogo me passou. Eu não sou nenhuma profissional do ramo, escrevo apenas como uma simples jogadora. Como eu já disse, eu gostei muito do Beat'Em Up e estou torcendo bastante para que seja um sucesso. É uma ideia muito boa e que espero ver bem desenvolvida.

Depois disso, nos despedimos com um Blueprints rápido. Esse é um jogo incrível, que só melhora a cada nova partida. Está no topo das minhas preferências atuais juntamente com Boss Monster e Jaipur. Tenho apreciado bastante os jogos pequenos e rápidos, infelizmente não tenho tido tempo ou oportunidade para os mais pesados. Todos os jogos citados tem como características: mecânicas simples e inteligentes, temáticas inusitadas, boa qualidade dos componentes e um belo trabalho de design.
 Blueprints: Quem será o melhor arquiteto? 

Para fechar, segue algumas fotos da galera jogando e espero poder reencontrar a todos na próxima terça-feira.
 O sempre divertido Cook-off.

 Angus Batalhas Medievais: eu nunca tinha visto pessoalmente antes. lol

Splendor: O fenômeno do momento.

Lembrando que domingo teremos Guadalupeças: Especial Pensamento Coletivo. O evento ocorrerá normalmente, apesar das eleições. Então, vá cumprir seu dever cívico e depois venha se divertir com a gente.


2 comentários:

  1. Jogaram o Blueprints com a regra certa dessa vez?
    O único motivo pelo qual o Beat 'em up não me interessou foi por ele ser cooperativo. :(

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    1. Jogamos. Nunca mais esqueço a regra desse jogo. lol
      Pela temática não tinha como ser muito diferente. Mas o fator coop dele nem é tão forte assim, praticamente se limita aos chefes. Não entendo sua implicância com esse tipo de jogo. Você é muito competitivo.

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