terça-feira, 9 de setembro de 2014

Guadalupeças - Especial Ace Studios


Domingo tivemos mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. No evento deste mês tivemos a presença a Ace Studios, desenvolvedora carioca criada pelo game designer Fel Barros. Como sempre, foi muito bom tê-lo conosco, não só pelos seus jogos que são maravilhoso, mas por sua pessoa agradável. Tivemos Warzoo, Gekido, Muffin Games e Agentes do S.A.P.O que viram mesa durante todo o dia. Eu ainda não tinha jogado os dois últimos, então esse foi o momento.

Amei o Muffin Games, ele é simples, rápido e divertido, pelo menos em seu modo básico. Assim como o Warzoo, ele também tem variantes mais complexas. Mas, pelo menos nesse primeiro modo, é o tipo de jogo que acaba uma partida e você já quer começar outra. O tema é muito legal e a arte das cartas também. Esse deve ser o próximo lançamento da Ace Studios, seguindo o exemplo do Gekido com edição limitada direto ao público. O jogo vai vir com caixa da Monster Factory e tokens de coração em acrílico. Não vou entrar em detalhes aqui sobre como é o jogo porque nós gravamos um vídeo com o próprio Fel Barros explicando as regras, seguido de uma partida divertidíssima e emocionante. Muffin Games foi um dos jogos mais jogados do evento.




Outro jogo que também não parou o evento todo foi o Gekido, a galera pirou muito nos dragõeszinhos. Ainda mais que o Fel Barros sempre leva aos eventos a sua versão exclusiva, com as miniaturas um pouco maiores e mais detalhadas. Não que os dragões que são vendidos ao públicos também não sejam incríveis, por isso fiz questão de comprar os meus no lançamento. E sempre deixo claro que só não comprei todos porque não tenho grana, pois ficou um trabalho muito bonito. Para quem é pobre como eu, uma 2ª edição está prevista só com as cartas e dados. Tendo em vista que as miniaturas são charme, não tendo nenhum papel na jogabilidade.



Um lance muito legal que rolou em relação ao Gekido, foi um cara que perguntou de qual empresa era o jogo. Eu expliquei que era da Ace Studios, uma empresa nacional nova, e disse que o criador estava presente no evento, apontando para o local onde o Fel Barros estava. O cara ficou super impressionado, ele achou que o jogo fosse gringo. É muito bom mostrar para quem não conhece ainda, que se faz jogo de qualidade no Brasil.




Nosso evento tem tido muito essa característica de receber um público que não é boardgamer. Talvez por ser realizado na praça de alimentação de um mercado, então sempre temos pessoas conhecendo os jogos modernos. É muito legal ver a admiração delas e mais ainda quando apresentamos um produto desenvolvido aqui no nosso país.

Ainda comentando sobre o Gekido, gostaria de agradecer os feedbacks que recebi sobre o vídeo que a gente gravou. Ficou feliz que o meu jeito meio louco de jogar tenha agradado. Eu sou uma pessoa muito tímida, um dos poucos momentos que me soltou é quando estou jogando. Acho que é por isso que gosto tanto dos jogos de mesa, eles são uma espécie de ponte que me permite interagir com outras pessoas. Normalmente nos eventos, se não for jogando, eu vou ter uma dificuldade enorme de conversar. Então, se me encontrarem por aí, não tenham uma ideia errada achando que eu sou antipática, é só timidez extrema mesmo.

O outro jogo que foi novidade para mim foi o Agentes do S.A.P.O, esse devo confessar que não me agradou tanto. Ele é uma espécie de Sueca modificada, palavras do próprio Fel Barros. Eu não sou boa nesses jogos de cartas tradicionais. O jogo é simples e até divertido, mas não funcionou comigo. Acho que foi uma questão de gosto pessoal mesmo. Jogos com esse lance de cores e números não funcionam comigo. Já tentei jogar Pega 6 várias vezes no BGA e foi a mesma sensação.



Por fim, temos o Warzoo que dispensa apresentações. Foi o jogo através do qual conheci o trabalho do Fel Barros. Com certeza, já faz parte da lista dos grandes jogos nacionais já criados. Não foi por acaso que bateu o recorde de financiamento a atingir a meta em menor tempo. Infelizmente, não joguei dessa vez. O velho drama dos eventos, a gente nunca consegue jogar tudo o quer. Mas daqui a pouco ele estará na minha coleção e com certeza vai rolar vídeo.


Para fechar a onda nacional, Funbox Jogos mais uma vez marcando presença com Cook-off e Coup. Dois jogos excelentes, o primeiro é nacional e o segundo, apesar de gringo, ganhou uma versão que é exclusividade nossa. Ambos são ótimos party games, simples e divertidos. É mais uma empresa brasileira que está fazendo um trabalho admirável. Não vou entrar em detalhes sobre os jogos, pois já escrevi sobre eles anteriormente.


Para completar o dia, joguei um dos indicados ao Spiel des Jahres de melhor jogo de 2014 - Splendor. É um jogo bem legal, tanto que foram duas partidas seguidas, mas nada de muito impressionante. O jogo é simples, administração de recurso e uma boa dose de sorte. São três níveis de cartas, cada uma delas com um recurso que permanecerá com jogador e as vezes uma pontuação. Para pegar as cartas é preciso pagar em recursos, para isso existem as fichas de recurso. Na sua vez o jogador pode: pegar duas fichas de recursos iguais (se houver no mínimo quatro no montante), pegar três fichas de recursos diferentes, pegar uma carta pagando seu custo ou reservar uma carta (recebe uma ficha coringa).

Além das cartas que dão pontos, existem também fichas de personagens que também concedem pontos, conforme seus pré-requisitos sejam alcançados pelos jogadores. Mas essas fichas não podem ser "pagas" com fichas de recurso, apenas com cartas que concedem recursos permanentes. Com o tempo os jogadores vão pegando as cartas "de graça" por causa dos recursos acumulados. Esse é o grande lance do jogo. As fichas são importantes no início, mas quanto antes conseguir diminuir a dependência delas melhor. O jogo acaba quando um jogador faz quinze pontos, então temos mais uma rodada, a menos que o jogador que marcou os quinze pontos seja o último. Porque nisso de rodar mais uma vez, alguém pode pontuar mais e vencer o jogo. Lembrou o esquema do Takenoko.



Um jogo que é certo em praticamente todo evento, mas que eu nunca havia jogado era o Resistance. Engraçado que chegamos a comprar a versão lançada pela Galápagos Jogos, mas vendemos quase de imediato, justamente por esse motivo. Com um mínimo de cinco jogadores, muito difícil jogar em outro lugar que não seja os eventos. O Resistance que joguei foi o Avalon, que o William traz religiosamente em todo Guadalupeças que nos dá o prazer da sua presença. O pessoal que conhece ambos disse que não muda pouca coisa.

O jogo é bacana, mas nada que seja essencial para coleção. Fiquei ainda mais certa que foi uma boa coisa vender. O Felipe Simões comentou sobre isso, mas no caso dele, é Munchkin que está parado. Esse é outro jogo que tem em todo evento e precisa de bastante gente. Além do mais, na minha opinião, perde a graça rápido. É sensacional nas primeira vezes, mas depois você já conhece todas piadas. Outro fator bem ruim, é o tempo de jogo que em geral acaba sendo terrivelmente longo. Porque fica um jogador sacaneando o outro e ninguém faz os dez pontos. É um vai e volta do caralho na pontuação. Fiquei traumatizada na última vez que joguei.

Voltando ao Resistance, eu fiquei do lado dos malvados. É difícil jogar sem revelar os outros membros do seu time. Blefar ou ser o traidor sozinho é muito mais fácil. Em geral, eu gosto de jogar nessa posição, como o jogador que sacaneia os outros. Nós conseguimos vencer, porque o pessoal do bem acabou se atrapalhando. É legal esse lance da acusação, só os maus se conhecem e o Merlin que conhece todo mundo. A galera do bem fica mais perdida que cego em tiroteio, o que é engraçado. Talvez jogando outras vezes, minha opinião sobre o jogo melhore.


O último jogo do dia, não só para mim, mas do evento todo, foi uma emocionante partida de Boss Monster. Começamos jogando em três pessoas, mas logo ficou só eu e o Felipe Simões. A princípio, pensei que ele venceria facilmente, mas depois fui conseguindo boas cartas de Room e minha Dungeon ficou bem forte. Porém, o Felipe investiu muito em Spell desde o princípio e foi assim que ele impediu minha vitória. Quando eu ia pontuar as dez almas, ele descarregou as Spells todas em mim. Depois foi só assistir impotente a vitória dele. Boss Monster é sensacional, mecânica e temática muito bem encaixadas e uma curva de aprendizagem baixa, sem perder com isso a complexidade. O Felipe não tirou nenhuma foto da gente jogando, mas teve uma que ele tirou de um outro pessoal que ficou muito boa. Esse jogo tem sido sucesso, todo mundo que conhece fica viciado.


Obrigada a todos que compareceram em mais uma edição do Guadalupeças. Espero encontrar a todos em 05 de outubro, onde estaremos prestigiando o trabalho do Filipe Cunha com a Pensamento Coletivo, que está trazendo para o Brasil o jogo Uruk: O Berço da Civilização, que apesar de gringo, vai seguir o mesmo exemplo do Coup e chegar para gente com arte nacional exclusiva. Eu já vi o Filipe fazendo playteste do jogo em vários eventos, inclusive no próprio Guadalupeças, mas nunca tive oportunidade de jogar. Mas já li o manual e jogo parece ser muito legal. Fiquem atentos as novidades curtindo o FB do Turno Extra e do Guadalupeças. Até a próxima, galera!!!

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