domingo, 24 de agosto de 2014

Castelo das Peças


A edição deste mês do Castelo das Peças foi super agitada. Tivemos campeonato de Catan, demonstração do badalado Masmorra de Dados, Riachuelo Games com Vaporaria e Fortaleza de Berdolock, Fel Barros da Ace Studios com Gekido e Muffin e os mineiros simpáticos da Conclave com Nosferatu e Midgard. Era muita opção bacana para um tempo bem curto, ainda mais que chegamos um pouco mais tarde que o habitual.

Queria muito ter jogado o Masmorra de Dados, que está em financiamento coletivo, para saber se é isso tudo que estão dizendo. Mas, infelizmente, quando chegamos não havia nenhuma cópia livre. O Felipe está bem empolgado para comprar, mesmo sem ter jogado, só assistido vídeo. O mesmo ocorreu com Vaporaria, que apesar de já conhecer, sempre quero jogar. Até porque ainda não experimentei o lado dos Tripedem e o pessoal da Riachuelo Games levou as peças pintadas, fiquei babando, estão muito bonitas.



Catan não é minha praia. O próximo Guadalupeças vai ser especial Ace Studios e eu já tenho o Gekido (espero conseguir fazer um vídeo dele até lá), então o Muffin ficou para o evento. Assim, chegamos aos jogos da Conclave. Comecei o dia jogando Nosferatu e Midgard.

Foram duas partidas de Nosferatu, que já pegamos no financiamento coletivo. A primeira foi meio sem graça porque o vampiro foi descoberto muito rápido. A segunda foi mais longa e eu fiquei com o papel de morder os pescocinhos, o que foi bem mais divertido. O jogo é bacana, mas não achei nada de tão incrível não. O Felipe gostou bem mais do que eu, até porque ele já tinha jogado antes.


Nosferatu é mais um cardgame rápido de blefe. Um jogador é o vampiro, os demais são caçadores e existe o Renfeld, que é o único na mesa que sabe o papel de cada um. Ele funciona como um "organizador" do jogo. Cada jogador começa a partida com duas cartas e mais duas serão compradas no início de cada turno. Das quatro cartas na mão, uma carta deverá ser entregue para o Renfeld e a outra descartada aberta. Após isso, será aperto o deck de dia e noite. Sendo noite, o jogo segue para o próximo jogador até chegar ao último. Só então o Renfeld irá revelar as cartas de sua mão e aplicar os efeitos. Se for dia, as cartas são reveladas imediatamente e entra em jogo a estaca. Sendo dia, o jogador que estiver com ela pode tentar matar o vampiro. Quando é noite, a estaca só vai mudando de dono.

São quatro cartas possíveis: mordida, noite, rumor e componentes. As duas primeiras são boas para o vampiro. A terceira é indiferente para ambos os lados. A última é a que interessa aos caçadores, pois permite que eles realizem os rituais, cartas de efeito que ficam abertas na mesa. Mas isso é bem difícil, pois quando reveladas as cartas na mão do Renfeld, todas precisam desse mesmo tipo. Não me lembro o que todos fazem, mas um deles curava uma mordida.

O vampiro precisa distribuir um cinco mordidas para vencer o jogo e os caçadores precisam descobrir sua identidade e matá-lo antes que isso aconteça. O Renfeld é uma figura interessante do jogo, porque aparentemente ele só "organiza", suas jogadas são poucas e muito sutis. É fácil esquecer que ele também é um participante e que trabalha para ajudar o vampiro. Acredito que deva ser o papel mais legal do jogo, porém é preciso já ter alguma experiência nos demais.

Acho que tenho jogado cardgames demais no mesmo estilo e talvez por isso Nosferatu não tenha me conquistado tanto. Talvez jogando mais vezes, minha opinião sobre ele melhore. Mas por enquanto ainda acho Coup e Love Letter melhores opções.

Depois veio o surpreendente Midgard. O Felipe pediu que o pessoal da Conclave falasse um pouco sobre o jogo, pois ele tinha dúvidas quanto a comprar ou não por ter ouvido algumas opiniões ruins. Na época do financiamento coletivo, nós ainda estávamos começando no hobby. Eu, pessoalmente, tinha o "pé atrás" com o jogo, porque a minha primeira experiência com cardgame nacional não foi das mais satisfatórias. Mas melhor do que qualquer opinião é simplesmente sentar e jogar. E que jogo foda! Não vou entrar em detalhes porque ele logo fará parte da coleção e com certeza vai rolar um texto completo sobre ele aqui no blog.


O próximo jogo foi o curioso Japanese The Game, um cardgame que o Felipe pegou no Kickstarter. As cartas trazem uma palavra com sua classificação gramatical e o objetivo é formar frases. O que eu achei divertido é que elas não precisam fazer sentido, basta estarem corretas gramaticalmente. Joguei com o Marco Curvello, que sabe japonês de verdade e foi muito divertido assistir a revolta dele. Não vou detalhar muito também não porque quero fazer um texto só para ele depois.



Para fechar o dia: Ninja Dice. Eu escrevi sobre ele no post passado e ainda vai rolar um outro post só sobre a expansão Locations Cards. Minha ideia é gravar o primeiro vídeo aqui para o blog com ele. Na verdade, já até gravei. Mas estou em dúvida se vou utilizar essa gravação ou se farei uma outra. A ideia de gravar em primeira pessoa é boa na teoria, mas se mostrou um pouco desconfortável na prática. 


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