domingo, 22 de junho de 2014

Castelo dos Dados... Ops... das Peças


Mais uma excelente edição do Castelo das Peças, muitos jogos bacanas e diferentes, além da oportunidade de conhecer novas pessoas legais que compartilham o gosto pelo nosso tão querido hobby. O título do post foi porque basicamente foi um dia só de jogos de dados, com exceção de Go. Comecei os trabalhos com o simpático Buccaneer Bones, mais uma comprinha surpresa do Felipe para aumentar a coleção dos jogos pequenos. O tema desse é Piratas, não é algo que me atraia muito, mas a qualidade dos componentes e a mecânica simples e bem encaixadinha me conquistaram.

Acho que desde Dungeon Roll não vi um jogo desses pequenos tão caprichado. Ele é composto por fichas de navio e tesouro semelhantes ao material utilizado em Gamão ou Dominó. Cada jogador tem seu mapa, onde os navio serão movimentados através de rolagem de dados. O objetivo é ir do porto até a ilha para pegar o tesouro e voltar. Ganha quem conseguir acumular três tesouros. 


São 6 navios que serão movimentados de acordo com o resultado do dado. A principio, todos os jogadores começam com quatro dados. É preciso dois dados de mesmo valor para mover o navio um espaço, para chegar na ilha é necessário três dados com numeração igual. Depois da primeira rolagem, é possível fazer mais uma com a quantidade de dados que se desejar. Outras rolagens, dados e aumento ou diminuição em um do valor de um dado rolado são bônus oferecidos ao jogador quando parado com seu navio em uma determinada ilha.

Se os resultados dos dados não lhe permitirem fazer nenhuma ação de movimento, entra em ação a peça do Primeiro Imediato. Ele pode ser colocado em qualquer ilha para conquistar o bônus da mesma na próxima rodada, outra ação possível é tentar roubar o tesouro de outro jogador. Para voltar da ilha para o porto com o tesouro só através dos três dados iguais, não é permitida a mesma movimentação de dois dados iguais como na ida.

O jogo básico foi vendido no Kickstarter por nove dólares, preço bem barato para o nível de qualidade oferecido. A versão que o Felipe comprou é com expansão, que é só para aumentar a quantidade de quatro para oito jogadores. Além disso, veio uma bolsa, um saquinho e um imã de geladeira (?). A caixa comporta bem todos os componentes e tem uma arte bonitinha. Os mapas são simples e funcionais, mas com um layout agradável. É um jogo que vale bastante a pena.


Depois joguei A Fistful Of Penguins, que estava sendo oferecido em uma das opções de pacotes de compras do Buccaneers Bones. Esse o Felipe não pegou, o que foi bom, pois não curti. A temática é completamente forçada e mesmo a mecânica não me agradou. São dados de animais, cada tipo oferece uma forma de pontuação. São três rodadas, ganha quem somar mais pontos. Os pinguins servem como moeda no jogo para rolar os dados novamente ou pegar mais dados. Os pinguins são extremamente bonitos, feitos com um material transparente bacana, nas cores lilás e amarela. Os dados também não eram ruins. Agora as fichas de pontuação eram horrorosas, do plástico mais vagabundo possível. Gastaram toda a verba do jogo com os pinguins. Mas o problema foi a mecânica baseada simplesmente na busca pelas melhores combinações matemáticas.


Agora vem a grande descoberta do dia: Würfelwurst. A temática também forçada, mas o diferencial é que o jogo não se leva a sério, é pura zoeira. Novamente temos dados de animais, porém junto com eles temos dados numéricos. A cada rolagem de dados o jogador precisa ficar com no mínimo um e pode rolar novamente todo o resto. Cada animal só pode ser utilizado uma vez, a pontuação é feita multiplicando o valor do menor dado pela quantidade de dados iguais de animais. A questão é que duas das faces dos dados numéricos são SALSICHAS SORRIDENTES.


Elas podem ser excelentes se você conseguir fechar a rodada com todos os dados numéricos na face de salsicha, pois valem mais pontos. Mas elas podem ser uma desgraça, pois quando junto de outros resultados valem apenas um ponto. É um joguinho totalmente de pressione sua sorte. Foi muito divertido, espero encontrá-lo por aí algum dia por um precinho bacana. São SALSICHAS SORRIDENTES, entende? É muito nonsense e eu gosto desse tipo de loucura. Perdi por apenas um ponto de diferença.


Então foi hora de finalmente jogar Gekido, o novo jogo do Fel Barros, criador de Warzoo. Joguinho simples e divertido, é basicamente porrada de dragão através de rolagem de dados. Mais uma vez temos o fator de múltiplas rolagens presentes. Rola os dados a primeira vez, separa o que lhe interessar, aposta em um dos golpes disponíveis e rola de novo. Você pode apostar em um golpe que já tenha conseguido logo na primeira rolagem e ficar garantido ou apostar em outro golpe tentando a sorte na segunda rolagem. O maior charme do jogo são as miniaturas de dragões em um material que lembra biscuit, porém mais resistente. Só acho que o Fel deu um mole não colocando o dragão de três cabeças na cor vermelha. FIRE AND BLOOD!!! lol


Antes da pausa para o almoço ainda rolou um divertido Blueprints, com direito a um genial Palácio de Cristal no primeiro turno. Tivemos uma partida bem disputada, depois de ter estudado o manual para fazer o texto aqui no blog estou jogando bem melhor. Mas jogar contra um oponente do nível do Marcelo Groo é complicado, ele podia ser novato nesse jogo especificamente, mas toda experiência em tantos outros jogos sempre vai pesar favoravelmente.


Hora de matar a fome para ter energias para queimar o cérebro um pouquinho no Go. Gostaria de agradecer ao simpático Marco Curvello que teve a enorme paciência de jogar comigo. Eu sou uma grande entusiasta do jogo, acho que é um dos melhores já inventados. Ele é extremamente simples e complexo ao mesmo tempo, isso é genial. Espero algum dia aprender a jogar de uma forma minimamente decente. Foi a primeira vez que joguei com alguém que realmente sabia jogar bem.  Ele me deu boas dicas, mas Go é o tipo de jogo que só se evolui praticando, pois é necessário desenvolver uma capacidade de percepção ampla e planejamento prévio.


Nenhum comentário:

Postar um comentário