quinta-feira, 10 de abril de 2014

Guadalupeças - O Retorno


As comemorações do Tabletop Day continuaram no domingo quando tivemos a retorno do Guadalupeças, que não ocorreu no mês de Março por conta do Carnaval. Comecei o dia com o playteste do interessante Engage, uma mistura inusitada de Xadrez com Cardgame.


Cada peça do jogo é representada por uma carta de personagem. No setup inicial, temos o Rei e 5 Peões, o restante vai sendo baixado ao longo do jogo pagando o custo determinado pela carta. Elas só podem ser colocadas na área inicial que é bem restrita, o que força a mandar suas peças para frente. A cada inicio de turno e ao ocorrer o Engage (uma peça entrar em combate com a outra) é ganho 1 de recurso; quando se derrota uma peça é ganho o valor dela também em recursos.


Além de colocar as outras peças em jogo, essa pontuação serve para pagar pelas "magias". As cartas de personagem já começam todas na sua mão, não existe deck de compra. A surpresa fica por conta desse deck de "magias" que me lembrou um pouco o deck de Planos do GoT LCG. A cada turno é virada uma carta, só que aqui não é possível escolher. A carta virada no turno fica disponível para uso pagando o custo. Se for utilizada, ela sai sai de jogo. Se não for, voltará a ficar disponível quando todas as outras cartas tiverem sido viradas.

O objetivo do jogo é o mesmo do Xadrez, capturar o Rei. No início do turno será virada a carta do deck de "magias" e marcado o seu 1 de recurso. A partir daí, se tiver o suficiente acumulado poderá baixar outras peças. As cartas de personagens que representam cada peça também trazem em sua maioria efeitos que podem ser ativados. O movimento é obrigatório, mas limitado a apenas 1 por turno, se ocorrer um Engage é mais 1 de recurso. 

Diferente do Xadrez onde uma peça elimina a outra automaticamente ou de outros de cardgames onde é comparado os valores de força das cartas, aqui a decisão é nos dados. O que acrescenta um fator sorte ao jogo, mas é claro que não é só puro rolamento de dados. Existem as cartas que interferem, os atributos e posicionamento das peças. Cada carta traz valores de ataque, defesa e vida; se além da peça atacante existirem mais peças em condição de atacar vai sendo somado mais 1 para cada uma delas.

Engage te estimula o tempo todo a partir para o ataque, mas é difícil se desvencilhar do pensamento do Xadrez de sempre proteger o Rei a todo custo. Eu joguei a caixa temática do Ragnarok, meu Rei era Odin e o Rei adversário era Loki. Meu Rei tinha um poder ofensivo muito bom, mas cadê a coragem para arriscar mandar ele para frente? Ele andava 2 casas a mais. Com exceção dos peões, que se movem como o Rei, todas peças mantêm sua movimentação igual ao Xadrez. Acredito que essa modificação tenha sido feita em prol da mecânica, para tornar o jogo mais ágil.

Eu gostei bastante do jogo, é bem diferente essa mistura de Xadrez com cartas, atribuindo a cada peça um personagem e os dados no combate adicionam um fator sorte que também te faz pensar melhor na sua estratégia, porque nunca se tem certeza do sucesso, por mais forte que seja a sua peça. Então é sempre preciso já ir pensando em um plano B, tentando cobrir todas as possibilidades. Até porque quando você bate, também pode apanhar.

A ideia segundo o autor do jogo é lançar caixas temáticas fechadas, o que me agradou muito. Ele disse que será possível misturar personagens de caixas diferentes ou da mesma caixa, a única limitação é a correspondência entre cartas e peças. Mas acho que isso iria contra o aspecto temático, que eu valorizo muito.

A partida levou cerca de 3 horas e terminou com uma vitória minha, meu Rei já tinha tomado bastante dano, enquanto que o Rei adversário ainda não tinha tomado nenhum. Então, tentei montar um cerco usando Cavalo e Torres. Meu Cavalo atacou com sucesso, então ele iria atacá-lo e depois eu iria com a Torre. Mas nem foi preciso, pois ele não conseguiu matar meu Cavalo. Esse é a grande questão dos dados. Talvez a partida tenha sido um pouco longa porque fui muito retranqueira. Também foi a primeira vez que joguei, então é preciso levar em consideração o tempo de explicação das regras e a troca de ideias que rolou no decorrer do jogo. Espero poder jogar mais vezes, acho que as próximas partidas serão mais rápidas.

Depois disso, pausa para o almoço e mais um playteste: Rock N Roll Manager. Um Euro sobre administração de uma banda de Rock. São 3 temporadas, cada uma com em 3 turnos. É basicamente Worker Placement. Cada turno aloca-se seus 3 trabalhadores em um dos locais do tabuleiro: Mercado, Ensaio, Gravação de CD, Mídia e Shows. Além disso, tem umas cartas que ficam de fora que te dão ações bonus.


No seu tabuleiro individual, ficam os instrumentos da sua banda, quanto maior a quantidade melhor ela é. Eles são adquiridos no Mercado e colocados no seu tabuleiro através da ação de Ensaio. Gravar CD, Mídia e Shows são as ações que dão dinheiro. Quando o CD é gravado, ele é colocado na Parada de Sucesso de acordo com a qualidade da sua banda, todo turno o CD anda uma casa para trás até cair no esquecimento e ser eliminado. Uma das opções da ação Mídia é subir o CD 1 posição, essa ação também te permite pegar dinheiro, ser o primeiro jogador, ganhar 1 ponto e tem mais uma outra coisa que agora não estou lembrando. Além disso, tem os objetivos a serem cumpridos que dão pontos. Os shows podem dar dinheiro e outras coisas, como pontos ou instrumentos. Ao término de cada temporada acontece um Festival.

Eu gostei muito desse jogo também, é inusitado um Euro sobre Rock e a mecânica está bem encaixada com o tema. Achei o tempo de jogo também muito bom, não chegou nem a 2 horas. Jogamos em 4 pessoas: o autor do jogo, Filipe Cunha, eu e outro novato. Novamente a disputa foi entre eu e o novato (para entender melhor, leia sobre a partida de Terra Mystica no texto anterior). Não terminei em último, então está bom. Apesar de ter dado uns moles no final que me deixaram revoltada comigo mesma.

Enquanto, eu estava ocupada com os playtestes, o evento estava rolando. Tivemos mesas de Ticket To Ride, Prision Outbreak, Runicards, A Game Of Thrones e muitos outros.





Para comemorar nosso retorno, também tivemos o sorteio de um playmat da Pensamento Coletivo e um meio homemade de For Sale (só a caixa, os componentes e manual foram originais). Além dos troféus de jogadores mais participativos, categoria masculino e feminino e um para o vencedor do jogo mais longo. Todos acompanhados de marcadores de livro de Munchkin, que servem também para utilização no jogo.





Por falar em Pensamento Coletivo, eles também estavam com o jogo Uruk disponível para playteste, mas esse eu não consegui jogar. Depois que acabei Rock N Roll Manager chegou um casal de amigos muito querido, Névia e Gabriel, então fui dar atenção a eles. Como não são boardgamers, jogamos coisas mais lights. Começamos com um Carcassonne (fazia muito tempo que eu não jogava), depois Dixit (que eu nunca tinha jogado), rolou também Um Império em Oito Minutos e Love Letter. Depois, enquanto eu já arrumava as bolsas, ainda teve um Tetris Card Game para fechar o dia.




Esse foi o Guadalupeças de abril. Obrigada a todos que compareceram e aguardo vocês no próximo mês. Maio será um mês especial, pois além da edição regular no dia 4, estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.

PS: Maldito limite de 200 caracteres dos Marcadores. ><

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