domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Game Of Thrones: The Card Game


No post anterior, escrevi um pouco sobre A Game Of Thrones: The Board Game, lançado no início de fevereiro aqui no Brasil pela Galápagos Jogos, depois de vários meses de expectativa. No final do texto, coloquei que considerava o jogo excelente, mas preferia o Cardgame, por achar mais temático e dei o exemplo de ser possível vencer sem Combate.

A caixa básica de A Game Of Thrones: The Card Game vem com os decks das principais Casas de Westeros (Lannister, Stark, Baratheon e Targaryen), Marcadores de Dinheiro (Dragões de Ouro) e Poder; além de um mini tabuleiro com peças que representam as posições no Pequeno Conselho, a Sala do Trono e o Tesouro. O último item só é utilizado em partidas com 3 ou mais jogadores. O objetivo do jogo é conquistar 15 Marcadores de Poder.

 Itens da caixa básica. 

Assim como o Boardgame, na minha opinião, esse é um jogo que quanto mais gente melhor porque abre mais possibilidade de intrigas e traições. Utilizando as expansões, dá para jogar com até 6 jogadores, já joguei assim e gostei muito. Não que com apenas duas pessoas o jogo fique ruim. Ele continua sendo muito bom, mas perde em complexidade, o confronto fica muito direto, não se tem espaço de manobra.

A Galápagos Jogos já lançou as expansões das Casas Martell, Greyjoy, Lannister e Targaryen. Essas são chamadas de Expansões de Luxo, por permitirem a construção de um deck inteiro apenas com elas, cada carta vem com 3 cópias, são 55 diferentes no total. Ainda faltam saírem por aqui Stark e Baratheon. Espero que com o início do lançamento das Expansões de Capítulos, essas duas restantes não fiquem esquecidas.

Expansões de Luxo já lançadas pela Galápagos Jogos.

Há algum tempo atrás, havia sido divulgado que seria iniciado o lançamento das Expansões de Capítulos, que são bem menores do que as lançadas até agora e vêm com cartas de Casas variadas, servindo apenas para complementar decks já prontos. Como se pode perceber pelo próprio nome, essas expansões focam em pontos específicos da história. Na última quinta-feira (20) começou a venda de A Guerra dos Cinco Reis. IMPORTANTE: Não leve em consideração a quantidade de cartas descrita no Boardgamegeek (o que está lá é versão antiga). O correto é que o que está no site da Galápagos Jogos mesmo (a versão que eles estão lançando é a revisitada), entrei no site da Fantasy Flight para tirar a dúvida e o amigo Filipe Cunha me esclareceu sobre a questão de existirem duas versões diferentes, uma antiga e a revisitada. Assim sendo, cada carta vem 3 cópias, são 20 cartas diferentes no total.

Primeira Expansão de Capítulos lançada pela Galápagos Jogos.

Voltando ao jogo em si, as cartas são dividas entre Casa, Agenda, Plano, Personagem, Acessório, Evento e Território. Casa, Agenda e Plano ficarão separadas, o deck mesmo será formado pelo restante. Na carta da Casa, temos a sequência do turno e algumas cartas podem ser ligadas à ela ao invés de serem colocadas diretamente na mesa, ficando assim protegidas do descarte por algum efeito de outra carta utilizada pelo oponente. Agenda concede benefícios extras à Casa, mas também tem suas desvantagens. Nunca joguei utilizando esse tipo de carta. Na verdade, só fui prestar atenção nelas com as expansões Lannister e Targaryen, que vêm com sugestão de decks para montar.

 Decks com as Cartas da Casa no topo.

Exemplo de carta que poderia ser anexada à Carta da Casa, o primeiro símbolo carta é Dinheiro extra e o segundo Influência, algumas cartas pedem a utilização desse ícone.

Por último temos os Planos, que considero um dos pontos chaves do jogo, por isso resolvi até fazer um parágrafo separado só para falar sobre eles. Cada deck possui 7 planos, a escolha de qual utilizar é a primeira ação do turno, exceto no inicial onde antes temos a fase de Preparação. As cartas de Plano possuem um efeito específico e determinam Renda, Iniciativa e Valor de Conquista. A carta de Plano não pode ser repetida. Deve-se utilizar todas as 7 cartas, após colocar a última em jogo, as outras 6 voltam a ficar disponíveis. Jogar as cartas de Plano corretamente exige uma boa visão de jogo e capacidade de antecipação. Saber avaliar bem as cartas em jogo, sua própria mão e o comportamento do adversário também são fundamentais. Cartas de Plano mal jogadas podem levar à derrota, por mais que se tenha uma mão boa. Essa é minha maior dificuldade no jogo até hoje.

 Alguns exemplos de Planos.

Vamos à Preparação. Ela funciona assim: No começo do jogo, compra-se uma mão inicial de 7 cartas e é disponibilizada uma Renda de 5 Dragões de Ouro para baixar essas cartas na mesa viradas. As cartas nessa fase não são consideradas em jogo, então possíveis efeitos acionados quando a carta entra em jogo são considerados inválidos. Após isso, realiza-se uma nova compra até completar 7 cartas na mão novamente. As cartas baixadas durante a fase de Preparação são reveladas ao mesmo tempo por todos os jogadores.

Agora estamos prontos para começar o jogo propriamente dito. Cada turno tem 7 fases. Começamos pelo Planejamento, no qual cada um definirá sua carta de Plano, que é escolhida secretamente e revelada ao mesmo tempo por todos, dependendo do Plano ele poderá ter efeito imediato ou ao longo do turno e escolherá um dos Títulos do Pequeno Conselho, a escolha é feita em sentido horário a partir do jogador que ganhou a Iniciativa.

 Acho lindas essas peças de Títulos do Pequeno Conselho.

Cartas explicativas de cada um dos Títulos do Pequeno Conselho.

Depois, vem a fase de Compra, cada jogador compra duas cartas. Não existe limite de cartas na mão. Em seguida, vem a Marcha, que é a fase de baixar cartas de Personagem, Acessório ou Território. Essa fase é iniciada pelo jogador que ganhou a Iniciativa e segue em sentido horário. Então, chegamos a parte principal do jogo: Conflito (que tem a mesma regra da Marcha, são as duas fases que não são simultâneas). Eles podem ser de três tipos: Militar (Machado -Vermelho), Intriga (Olho - Verde) e Poder (Coroa - Azul). 

Quem advinha o meu favorito? XD

Se no Boardgame, gosto de jogar de Stark, aqui a coisa muda totalmente. Por isso, falei que era possível vencer sem Combate. Já ganhei várias vezes do Felipe (ele gosta de jogar de Stark) só na base da Intriga. O deck Stark é bem Militar, com muito combos. Já joguei com ele algumas vezes, é o melhor depois do Lannister. O deck Targaryen (minha Casa preferida) é muito pesado e o Baratheon foi ignorado. Não comentarei as expansões porque senão esse texto não acaba nunca e também porque não joguei muito com elas.

Na fase do Conflito, só se pode utilizar um conflito por vez com quantos personagens quiser para somar a força deles e impossibilitar a defesa adversária. Vamos ao que cada conflito faz (as quantidades são determinadas pelo Valor de Conquista da sua carta de Plano): Militar morre uma quantidade de personagens adversários. Quem vai morrer é escolha do defensor, não precisa ser um personagem envolvido no combate. Intriga faz perder uma quantidade de cartas na mão. Poder rouba uma quantidade de Marcadores de Poder do oponente. Mesmo que não tenha valor suficiente para defender, impedindo a vitória do adversário, é importante fazê-lo, pois no ataque sem defesa ganha-se um Marcador de Poder. Em caso de empate, o atacante ganha.

Exemplo de personagem com todos os tipos de Conflito. 

 Exemplo de personagens que não têm todos os tipos de Conflito (a maioria).

Vou aproveitar os exemplo acima para explicar algumas coisas: O primeiro valor da carta, ao lado do nome do personagem, é quanto é necessário pagar para baixá-lo. O valor no escudo é a força em Conflito. Cada personagem tem seu próprio efeito que vem no texto da carta. Logo abaixo da figura do personagem temos o Atributo, depois Palavra-chave e no canto inferior direito o Símbolo, todos são afetados apenas por outras cartas. Só a segunda imagem utilizada tem Atributos. Utilizarei como exemplo a Daenerys. Fama conquista um Marcador de Poder para cada personagem participante seu que tenha esse mesmo Atributo em caso de vitória tanto no ataque quanto na defesa. O Atributo e o efeito próprio da carta são um pouco difíceis de conciliar, aí depende de como vai estar o oponente. 

A quinta fase do turno é a Supremacia, soma-se a força dos personagens Levantados e os Dragões de Ouro disponíveis, quem ganhar conquista um Marcador de Poder. Depois, vem a fase de Levantar, quando coloca-se todos os personagens utilizados (no jogo chamados de Ajoelhados) de volta à posição original. A menos que exista algum efeito no texto da carta, todo personagem quando utilizado é virado lateralmente, ficando impossibilitado de participar de outras fases do turno. Por último temos Impostos, onde descarta-se qualquer Dragão de Ouro não utilizado.

Com apenas 2 jogadores.

Com 6 jogadores. Na foto só tem 4 pessoas porque a quinta sou eu que estou tirando a foto e a sexta está sendo tampada pelo rapaz de camisa amarela.

12 comentários:

  1. Me diz uma coisa, o jungo funciona bem com 3 ou 4 jogadores? Fiquei com vontade de comprar, porem como nao tenho costume de jogar em 2, teria que valer a pena se fosse bom apra 3 ou 4 players. Tb sou fã da serie e dos livros.

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    1. Funciona muito bem, tanto com 3 quanto com 4 pessoas. Eu costumo jogar com mais 2 amigos e o jogo fica muito legal.

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    2. Esse jogo funciona muito bem com qualquer quantidade de pessoas, eu citei 6 pessoas porque não é algo muito comum. A caixa básica diz 2-4 e mesmo com as expansões todos acabam seguindo essa indicação. Pode comprar sem medo de ser feliz, é um jogo muito bom, ainda mais para fãs.

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    3. Com 4~6 fica ótimo. Com 3 já fica mais limitado, mas dá pra se divertir com qualquer quantidade de jogadores, como a Aline falou.

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  2. Que ótimo!!!! Obrigado pelas dicas. Outra coisa, qual expansao vcs recomendam?? abs

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    1. Isso vai depender da Casa que você prefere. Particularmente, eu gostei muito de Leões do Rochedo.

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    1. Até dá, mas não tão diretamente como no Board Game. Aqui alianças ficam mais limitadas a não atacar um ao outro ou então se juntar contra alguém.

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  4. Como se ganha o card sem guerra? não vi sua explicação! gosto muito desse blog!

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    1. Eu escrevi esse texto comparando com muito com o Boardgame para justificar a minha opinião de que Cardgame ser mais forte na temática. No Boardgame é puro conflito militar, já aqui é possível ganhar o jogo só com Intriga. Além disso, existem também as cartas de evento, planos, agendas, terrenos... São muito mais variáveis, exige bastante estratégia.

      Fico feliz que goste do blog. XD

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